Segundo as autoridades colombianas, a ofensiva desmantelou a estrutura de comando da organização e enfraqueceu significativamente sua capacidade de controlar territórios na região amazônica do país.
Líderes abatidos e presos na operação
Entre os mortos estava o indivíduo conhecido como Tigre ou Pintado, que as autoridades identificaram como chefe do Frente Carolina Ramírez e integrante do círculo de confiança de Mordisco. Já entre os detidos está o membro identificado como Víctor, apontado como outro dirigente da facção.
Além das baixas humanas, os militares apreenderam um arsenal expressivo:
- 28 fuzis
- 4 metralhadoras
- 3 pistolas
- Explosivos e outros materiais de guerra
Um menor de idade encontrado no acampamento foi resgatado e encaminhado ao Instituto Colombiano de Bem-Estar Familiar.
Presidente divulga vídeo ao lado dos cadáveres
O próprio Abelardo de la Espriella divulgou as imagens em suas redes sociais. No vídeo, ele aparece ao lado do ministro da Defesa, Jorge Eduardo Mora López, e da cúpula das forças de segurança, apresentando as armas apreendidas enquanto caminha diante da fileira de corpos.
O presidente classificou a operação como o golpe mais contundente imposto pela força pública colombiana nos últimos 12 anos. Espriella garantiu que o governo seguirá com ofensivas contra organizações envolvidas em assassinatos, extorsões, narcotráfico, ataques às forças de segurança e recrutamento de crianças e adolescentes.
A herança da Paz Total
A demonstração de força aconteceu menos de um mês após a posse de Espriella, sinalizando uma mudança drástica na abordagem do Estado colombiano em relação aos grupos armados que ainda atuam no país. A operação contra o terrorismo marca um novo capítulo na longa luta da Colômbia contra o narcotráfico e as dissidências guerrilheiras que se recusaram a depor armas após o acordo de paz firmado em 2016.