O caso ganhou repercussão nacional justamente pela brutalidade inimaginável dos atos. E é esse o sujeito que a Justiça brasileira decidiu colocar de volta na sociedade.
A justificativa para a liberação
Segundo a decisão, a Justiça se baseou em laudos médicos e avaliações psicossociais que teriam apontado “estabilidade e melhora no quadro clínico” de Neiva, após mais de uma década de tratamento psiquiátrico. O “Maníaco do Novo Gama” cumpria medidas de segurança desde 2011. Sua pena original, superior a 50 anos, havia sido convertida em internação para tratamento em razão de um diagnóstico psiquiátrico.
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Entrar no grupo Ou seja: um criminoso condenado por meio século de prisão foi beneficiado por uma conversão de pena e agora sai livre com pouco mais de uma década de internação. A conta simplesmente não fecha para a sociedade — e muito menos para as famílias das vítimas.
Restrições que mais parecem formalidade
Para tentar justificar o injustificável, a Justiça impôs uma série de restrições a Adaylton Nascimento Neiva. Ele deverá cumprir toque de recolher diário, permanecer no Distrito Federal e dar continuidade ao tratamento de saúde mental. Está proibido de consumir bebidas alcoólicas e drogas ilícitas, além de frequentar bares, casas de jogos e prostíbulos.
Diante do histórico de crimes bárbaros cometidos por esse indivíduo, cabe a pergunta: essas restrições são realmente suficientes para garantir a segurança da população? Quem vai fiscalizar seu cumprimento no dia a dia?
Resolução do CNJ já liberou 132 internos no DF
O caso do “Maníaco do Novo Gama” está longe de ser isolado — e isso torna tudo ainda mais alarmante. A implantação da Política Antimanicomial no Judiciário do Distrito Federal, regida por resolução do Conselho Nacional de Justiça (CNJ) que determina o fim dos hospitais de custódia, já resultou na desinternação de 132 pacientes da Ala de Tratamento Psiquiátrico da Penitenciária Feminina do Distrito Federal, conhecida como Colmeia.
O que se vê é uma política que, em nome de uma diretriz ideológica, ignora a periculosidade real de criminosos violentos e coloca a população em risco. A sociedade brasileira tem o direito de se perguntar: a quem serve essa resolução? Certamente não às vítimas, nem às famílias que tiveram suas vidas destruídas por indivíduos como o “Maníaco do Novo Gama”.