“Eu imagino que o presidente Lula não saiu muito feliz dessa passagem pelo nosso estado, porque acho que se deparou com um público limitado, tanto no dia de ontem quanto no dia de hoje”, declarou.
ACM Neto rebate especulações sobre 2026
Durante o discurso, o ex-prefeito também aproveitou para rebater rumores de que não concorreria ao governo da Bahia nas eleições de 2026. Segundo ele, a narrativa foi alimentada por adversários políticos ao longo de 2025, mas não se sustentou.
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Entrar no grupo “Se dependesse dos meus adversários, nem candidato eu seria. Eles passaram o ano de 2025 todo espalhando que eu não iria ser candidato a governador, o que não passava, é claro, de um sentimento desejoso deles, e agora isso está comprovado”, afirmou.
Críticas à estratégia do PT para o Senado
ACM Neto ainda direcionou críticas à decisão do PT de montar uma chapa considerada “puro-sangue” para o Senado na Bahia. O partido pretende lançar os nomes de Jaques Wagner e Rui Costa para as duas vagas, movimento que, segundo o ex-prefeito, teria provocado rompimentos na base aliada.
Ele classificou como “traição” a exclusão do senador Ângelo Coronel, que acabou perdendo espaço na composição majoritária para 2026.
Senador rompe com base petista na Bahia
Na semana passada, Ângelo Coronel confirmou que deixará o Partido Social Democrático (PSD) e disputará a reeleição ao Senado pela oposição ao governo Lula. A decisão ocorreu após ele ser preterido na chapa do governador Jerônimo Rodrigues para as eleições de outubro.
A saída encerra a disputa interna pela vaga ao Senado e abre caminho para a formação de uma chapa exclusivamente petista no estado. O senador intensificou a pressão sobre o PT baiano e levou o impasse à direção nacional do PSD.
Pressão sobre Kassab e críticas à aliança nacional
Em reunião realizada em São Paulo com o presidente do partido, Gilberto Kassab, Coronel defendeu que o PSD não integre a coligação de Jerônimo Rodrigues caso seja mantida sua exclusão da chapa.
O senador também questionou a estratégia do partido de sustentar alianças com Lula na Bahia enquanto articula uma candidatura própria à Presidência da República. “Penso que é uma posição totalmente incoerente”, afirmou.
Ao justificar a crítica, Coronel lembrou que o governador de Goiás, Ronaldo Caiado, recentemente filiado ao PSD, é aliado político de ACM Neto, principal liderança da oposição ao PT na Bahia.