Sindicância interna do Superior Tribunal de Justiça aponta possível atuação de advogada como lobista na comercialização de decisões judiciais
Uma investigação conduzida internamente pelo Superior Tribunal de Justiça (STJ) sobre um suposto esquema de comercialização de decisões judiciais trouxe à tona o nome da advogada Caroline Azeredo. De acordo com o jornal O Estado de S. Paulo, o relatório da sindicância aponta três depoimentos que fundamentam a suspeita de que ela teria atuado como intermediária de interesses dentro da Corte.
Exoneração de servidor e conexão com o gabinete de ministra
O procedimento administrativo em questão resultou na exoneração do servidor Márcio Toledo, que exercia a função de assessor no gabinete da ministra Nancy Andrighi. O relatório da comissão disciplinar do STJ descreve Azeredo como uma possível “intermediadora de interesses externos”, citando uma suposta conexão entre a atuação dela e a do servidor exonerado. Apesar disso, Caroline Azeredo não consta oficialmente como investigada no caso.
