Advogado da família Matsunaga critica duramente filme da Netflix sobre caso Elize
Advogado da família Matsunaga critica filme da Netflix sobre caso Elize, rejeita legítima defesa e denuncia alteração de fatos reais na produção
Por ContraFatos 02/08/2026 Atualizado em 02/08/2026
Advogado Da Família Matsunaga Critica Duramente Filme Da Netflix Sobre Caso Elize
Criminalista que atuou na acusação contesta versão apresentada pela produção e rejeita tese de legítima defesa
O longa-metragem Elize: Sombras d, disponível na Netflix, provocou uma reação contundente por parte do advogado que representou a família de Marcos Matsunaga durante o processo criminal contra Elize Matsunaga. O criminalista Luiz Flávio Borges D’Urso criticou publicamente a forma como o caso foi retratado na produção cinematográfica.
O que disse o advogado Luiz Flávio Borges D’Urso
Segundo o advogado da família Matsunaga, o filme da Netflix altera fatos do caso real e constrói uma narrativa que, na prática, cria uma justificativa para o crime cometido. D’Urso rejeitou categoricamente a tese de legítima defesa sugerida pela produção, classificando a abordagem como distorcida em relação ao que foi apurado e julgado pela Justiça.
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Contestação da versão cinematográfica
A principal crítica do criminalista recai sobre as escolhas narrativas do longa, que, segundo ele, modificam elementos fundamentais do caso para favorecer uma perspectiva diferente daquela sustentada pelas provas e pelo julgamento. Para Luiz Flávio Borges D’Urso, a produção audiovisual não pode ser tratada como um retrato fiel dos acontecimentos, já que distorce informações essenciais sobre o homicídio de Marcos Matsunaga.
O advogado ressaltou que a narrativa do filme pode induzir o público a uma compreensão equivocada dos fatos, ao apresentar circunstâncias que não correspondem ao que foi demonstrado no processo judicial. A rejeição à tese de legítima defesa é enfática: para ele, as evidências reunidas durante a investigação e o julgamento não sustentam essa versão dos acontecimentos.
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A declaração do representante legal da família Matsunaga reacendeu o debate sobre os limites entre ficção e realidade em produções audiovisuais baseadas em crimes reais. A questão central levantada por D’Urso é se obras como o filme da Netflix têm responsabilidade sobre a forma como reconstroem casos judiciais já encerrados, especialmente quando alteram fatos que foram determinantes para a condenação.