Advogado que viajou com Toffoli celebra decisão que preserva mandato de Glauber Braga
Advogado que viajou com Toffoli comemora decisão da Câmara que suspende, mas mantém, o mandato de Glauber Braga.
Por ContraFatos 11/12/2025 Atualizado em 11/12/2025
Advogado Augusto de Arruda Botelho, que viajou no mesmo jatinho que levou o ministro do STF Dias Toffoli a Lima, no Peru, para assistir futebol - Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil.
Augusto de Arruda Botelho comemorou o resultado da Câmara, que suspendeu Glauber Braga por seis meses, evitando sua cassação
O advogado Augusto de Arruda Botelho celebrou a decisão tomada pela Câmara dos Deputados nesta quarta-feira, dia 10, que decidiu por manter o mandato do deputado federal Glauber Braga (Psol-RJ), aplicando uma suspensão de seis meses como sanção alternativa à cassação.
Viagem com Toffoli coloca advogado sob os holofotes
Botelho ganhou destaque nos últimos dias após viajar a Lima, capital do Peru, ao lado do ministro Dias Toffoli, relator do caso envolvendo o Banco Master no Supremo Tribunal Federal (STF). O advogado representa um dos ex-diretores da instituição financeira em processo no STF. Toffoli afirmou que o tema do Banco Master não foi tratado durante a viagem.
Leitura
Botelho atua na defesa de Luiz Antonio Bull, ex-diretor de compliance do Banco Master, que está em processo de liquidação. A polêmica viagem em jatinho particular com o ministro ocorreu antes da entrada de um habeas corpus no STF, impetrado por Botelho em nome de seu cliente.
Contexto da suspensão de Glauber Braga
O episódio que motivou a análise da cassação aconteceu na terça-feira, 9, quando Glauber Braga ocupou a Mesa Diretora da Câmara e se recusou a deixá-la. A ação forçou a intervenção dos policiais legislativos, que retiraram o deputado do local à força. Jornalistas relataram ferimentos durante o tumulto.
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A manifestação de Braga ocorreu em protesto contra a inclusão, na pauta da Câmara, de seu processo de cassação por suposta agressão a um manifestante do Movimento Brasil Livre (MBL). Caso tivesse o mandato cassado, Braga ficaria inelegível por oito anos, conforme a legislação vigente.