Advogados de Daniel Vorcaro usam pedido de vista de Dino para pedir revogação da prisão preventiva
Advogados de Daniel Vorcaro pedem ao STF revogação da prisão preventiva, usando pedido de vista de Flávio Dino como argumento central
Por ContraFatos 18/09/2026 Atualizado em 18/09/2026
Daniel Vorcaro, ex-dono do Banco Master • Reprodução
Petição ao presidente do STF alega que suspensão de julgamento prolonga indefinição sobre o caso Banco Master
A equipe jurídica de Daniel Vorcaro protocolou nesta sexta-feira, 18, uma petição endereçada ao presidente do Supremo Tribunal Federal, ministroEdson Fachin, solicitando a revogação da prisão preventiva do banqueiro. O principal argumento utilizado pelos advogados é o pedido de vista feito pelo ministro Flávio Dino na sessão da última terça-feira, 15, que interrompeu a análise de questões diretamente ligadas à investigação do Banco Master.
Preso desde março sem denúncia formal
O ex-banqueiro permanece detido desde 4 de março de 2026, quando foi alvo da Operação Compliance Zero, voltada à apuração de suspeitas de crimes financeiros envolvendo o Banco Master. Atualmente, Vorcaro encontra-se no 19º Batalhão da Polícia Militar do Distrito Federal, unidade conhecida como Papudinha. A defesa ressalta que, até o momento, não foi apresentada denúncia contra o banqueiro e que a investigação foi dividida em diferentes procedimentos.
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Vista de Dino suspendeu julgamento sobre Moraes
O pedido de vista de Flávio Dino ocorreu durante a sessão plenária que avaliava a abertura de uma possível investigação sobre o ministro Alexandre de Moraes, após a divulgação de mensagens trocadas entre o integrante do Tribunal e Vorcaro. Com a suspensão, Dino dispõe de até 90 dias para devolver o processo ao plenário, o que, segundo a defesa, pode estender significativamente a indefinição sobre o caso.
Defesa questiona ausência de revisão periódica da prisão
Na petição apresentada a Fachin, os advogados argumentam que o impasse no STF não pode resultar em prejuízo para Vorcaro. A equipe jurídica sustenta ainda que a prisão preventiva não foi submetida à revisão periódica exigida pela legislação. De acordo com os representantes do banqueiro, o prazo de 90 dias para a reavaliação da necessidade da medida cautelar expirou sem que uma nova decisão tenha sido proferida.
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Para a defesa, manter Vorcaropreso enquanto o Supremo sequer concluiu a discussão sobre os desdobramentos da investigação configura uma situação insustentável do ponto de vista jurídico.