O afegão, cuja identidade não foi revelada, foi preso na última quinta-feira (30/8). As acusações formais incluem homicídio doloso, roubo e porte ilegal de armas.
Uso do cartão de crédito e tentativa de disfarçar o crime
Após o assassinato, o detido utilizou o cartão de crédito da vítima, sacando 9 mil euros (cerca de R$ 53 mil) da conta dela em apenas seis dias. Num primeiro momento, o afegão alegou ter encontrado Elisabeth-Jane já morta e disse ter colocado o corpo em uma mala apenas para tirar proveito do cartão bancário. Segundo ele, os gastos contínuos também fariam as pessoas acreditarem que a britânica ainda estivesse viva.
Receba no WhatsApp as principais noticias do diaEntre no grupo do ContraFatos e acompanhe os destaques em primeira mao.
Entrar no grupo O celular de Elisabeth-Jane foi usado para enviar mensagens que enganaram familiares e amigos até que sua identidade fosse revelada, em 29 de julho. Seu pai, um advogado de Edimburgo, na Escócia, relatou ter recebido mensagens de texto por até duas semanas após a morte da filha.
As mensagens encaminhadas a parentes e conhecidos diziam que ela precisava de um tempo para si mesma e queria ficar sozinha. Uma publicação no Facebook, feita em 24 de julho, anunciava que ela viajaria para a Turquia — seis dias após o corpo já ter sido localizado, segundo o “Daily Mail”.
Cronologia e transporte do corpo
Elisabeth-Jane havia desembarcado em Atenas em 26 de junho, em um voo vindo de Edimburgo. O corpo foi encontrado no mês passado dentro de uma mala em um prédio abandonado na capital grega.
George Kalliakmanis, presidente do Sindicato dos Policiais de Attica, região administrativa onde está situada Atenas, detalhou a dinâmica do crime: “[O suspeito] e a sua esposa trabalhavam como faxineiros no prédio onde Elisabeth morava. Ele supostamente a matou, pegou seu cartão bancário e colocou o corpo em uma mala ou caixa. Em seguida, transportou-a até o prédio abandonado usando um carrinho. Ao chegar lá, ele percebeu que a mala que havia usado provavelmente continha suas impressões digitais, então transferiu o corpo para uma segunda mala, tentando ser mais cuidadoso para evitar deixar marcas”.
Morte por sufocamento é uma das hipóteses
Na residência do suspeito, localizada a dez minutos a pé do prédio abandonado onde o corpo foi encontrado, a polícia apreendeu uma réplica de pistola e uma faca durante busca no imóvel.
A investigação aponta que há uma possibilidade de Elisabeth-Jane ter morrido sufocada dentro da mala, já que não havia ferimentos visíveis no corpo, segundo uma fonte ligada ao caso revelou ao jornal “The Sun”.