Na ocasião, Lula declarou:
“Precisa devolver porque ele pode estar cometendo um delito e, se ele for pego, ele pode sofrer uma punição desnecessária. Eu sei que rico não compra telefone roubado, mas eu sei que os pobres compram. Quem é que não gosta de comprar uma coisa barata, todo mundo gosta. Ou mais barata. Entretanto, essa inquietação econômica de quem tá com telefone roubado mexeu com a minha cabeça. Mas eu não posso ficar com essa dúvida, porque o Telefone Seguro vai deixar 200 milhões de brasileiros tranquilos de que eles não vão ter mais o seus celulares roubados.“
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Entrar no grupo Argumentos de Alberto Fraga no requerimento
No documento apresentado à Comissão, Alberto Fraga sustenta que Lula ofendeu a população de baixa renda ao vincular, de maneira que classificou como “pejorativa”, a prática de receptação de produtos roubados aos mais pobres. Além disso, o deputado aponta que o presidente colocou sob suspeita o trabalho da Polícia Civil ao direcionar críticas à corporação durante o evento.
Segundo o requerimento, embora críticas a falhas administrativas sejam consideradas legítimas, é inadequado estender suspeitas a corporações inteiras compostas por milhares de profissionais da segurança pública. Para o presidente da Frente Parlamentar, a fala do petista faz uma associação genérica entre a população de baixa renda e a prática de receptação, reforçando estigmas sociais ao atribuir condutas ilícitas a milhões de brasileiros com base em sua condição econômica.
Impacto sobre a confiança nas forças de segurança
Na justificativa do requerimento, Fraga argumenta que as declarações presidenciais têm potencial para minar a confiança da população nos órgãos de segurança pública. O deputado ressalta que a fala desconsidera o trabalho realizado diariamente por policiais civis, militares, federais e penais em todo o país.
O documento reforça ainda um princípio central: a pobreza não pode ser confundida com propensão ao crime nem deve servir como base para a disseminação de preconceitos ou estereótipos contra qualquer parcela da sociedade brasileira.