Alckmin é incluído em ação que investiga uso da máquina pública em benefício de Lula
André Mendonça incluiu Geraldo Alckmin em ação no TSE que investiga suposto uso da máquina pública para favorecer a candidatura de Lula
Por ContraFatos 10/09/2026 Atualizado em 10/09/2026
Foto: Alexandre Rezende /Folhapress.
Ministro André Mendonça acolheu pedido de Flávio Bolsonaro e determinou que o vice-presidente passe a responder ao processo ao lado de Lula e Durigan
O vice-presidente Geraldo Alckmin foi formalmente incluído no polo passivo de uma ação que tramita no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) e apura o suposto uso da máquina pública para favorecer a candidatura do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). A decisão foi tomada pelo ministro André Mendonça, que acolheu solicitação formulada pela defesa do senador Flávio Bolsonaro (PL).
Origem da representação
A ação foi proposta inicialmente pela campanha de Flávio Bolsonaro contra o ministro da Fazenda, Dario Durigan. A representação busca apurar se Durigan teria se valido de recursos e da estrutura do governo federal para custear ou viabilizar viagens e compromissos de caráter eleitoral.
Leitura
Entre os episódios apontados na peça, destaca-se um ocorrido em São Paulo, no dia 17 de agosto. De acordo com a acusação, o ministro da Fazenda participou de diferentes agendas na cidade e teria incorrido em conduta vedada a agente público, ao supostamente utilizar a estrutura da administração federal para promover a candidatura de Lula.
Por que Alckmin foi incluído
A defesa de Flávio Bolsonaro sustentou que Geraldo Alckmin deveria integrar o processo por figurar como candidato a vice-presidente na chapa encabeçada por Lula. O ministro André Mendonça entendeu que o argumento era procedente e determinou a inclusão do vice-presidente entre os investigados, além de sua citação para apresentar manifestação à Justiça Eleitoral dentro do prazo previsto na legislação.
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Com a decisão, Alckmin passa a responder formalmente ao lado de Lula e Durigan. É importante ressaltar que a inclusão não significa, por si só, qualquer conclusão sobre eventual irregularidade ou responsabilidade dos envolvidos. Todos terão oportunidade de apresentar suas defesas ao longo da tramitação.
Caberá à Justiça Eleitoral analisar as acusações formuladas pela campanha de Flávio Bolsonaro, bem como os argumentos apresentados pelas partes envolvidas, antes de qualquer decisão de mérito sobre o caso.