Alexandre de Moraes marca depoimento de Flávio Bolsonaro à PF por publicação sobre Lula e Maduro
Alexandre de Moraes fixou depoimento de Flávio Bolsonaro à PF para 28 de julho após defesa não indicar data em inquérito por calúnia contra Lula
Por ContraFatos 17/07/2026 Atualizado em 17/07/2026
Foto: Fabio Rodrigues-Pozzebom/Agência Brasil
Senador será ouvido no dia 28 de julho após defesa não indicar data para interrogatório
O senador Flávio Bolsonaro terá de prestar depoimento à Polícia Federal no próximo dia 28 de julho. A decisão foi tomada pelo ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), que publicou o despacho nesta sexta-feira, 17. O magistrado agiu de ofício após a defesa do parlamentar deixar expirar o prazo para sugerir uma data aos investigadores.
Origem do caso: postagem sobre Lula e Nicolás Maduro
O inquérito teve início a partir de uma publicação feita por Flávio Bolsonaro na rede social X, em 3 de janeiro. Naquela ocasião, forças dos Estados Unidos prenderam o então ditador da Venezuela, Nicolás Maduro. O senador compartilhou uma imagem de Maduro capturado pelo governo norte-americano ao lado de uma notícia sobre uma reunião de emergência do governo brasileiro.
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No texto que acompanhava a postagem, o parlamentar afirmou que Lula seria delatado pelo venezuelano por crimes como tráfico internacional de drogas e armas, lavagem de dinheiro e fraudes eleitorais. A Polícia Federal, porém, concluiu em relatório final que a acusação é falsa e enquadrou a conduta como crime de calúnia contra o presidente Luiz Inácio Lula da Silva, nos termos do Código Penal.
PGR exigiu depoimento antes de definir próximos passos
A Procuradoria-Geral da República (PGR) condicionou sua decisão sobre os desdobramentos do processo à realização do depoimento do investigado. Moraes acatou o pedido e determinou um prazo de dez dias para que a PF ouvisse Flávio Bolsonaro.
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A corporação chegou a oferecer a opção de interrogatório por videoconferência, visando dar maior flexibilidade ao senador. Entretanto, os defensores do parlamentar não indicaram horário nem data para a oitiva.
Ministro encerrou negociações e fixou data unilateralmente
Diante da falta de resposta da defesa, o ministro do STF encerrou as tratativas e definiu o interrogatório por conta própria, com o objetivo de garantir a continuidade da apuração. A Polícia Federal já havia confirmado a autoria do perfil utilizado na rede social por meio de manifestações públicas do próprio político.
O processo agora segue para a tomada do depoimento oficial de Flávio Bolsonaro. Após a oitiva, o caso será encaminhado para análise do Ministério Público Federal, que decidirá se apresenta ou não denúncia formal contra o senador.