Na solicitação protocolada na tarde desta quinta-feira (6), os advogados reforçaram que a conclusão rápida do procedimento é indispensável tanto para preservar a reputação do parlamentar quanto para não contaminar a disputa presidencial.
Material genético já disponível
Antes mesmo de acionar o Supremo, Gaspar já havia feito pedido semelhante à PGR (Procuradoria-Geral da República), oferecendo espontaneamente o material genético coletado em uma ação cautelar que tramita na Justiça de Alagoas. O deputado requer que esse material seja confrontado com o DNA da criança mencionada na notícia-crime apresentada pelo deputado Lindbergh Farias (PT-RJ) e pela senadora Soraya Thronicke (PSB-MS).
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Entrar no grupo De acordo com a defesa, a comparação genética representa a única prova capaz de afastar definitivamente a acusação e comprovar que Gaspar não é o pai da criança. Os advogados acrescentam que, se o STF considerar necessária uma nova coleta, o parlamentar também se dispõe a fornecer novo material genético dentro do mesmo prazo de 72 horas.
PGR optou por procedimento preliminar
A defesa destaca que a PGR já se posicionou contra a abertura formal de inquérito, preferindo adotar apenas um procedimento preliminar de investigação. Os advogados solicitam acesso aos autos desse procedimento e pedem que, caso o exame de DNA descarte qualquer vínculo genético e não surjam outros elementos de prova, o caso seja arquivado.
Declarações de Gaspar e da campanha
“Eu estou implorando para que se faça o DNA e se dê o desfecho a esse caso”, disse Gaspar a jornalistas nesta quinta-feira, ressaltando que não teve acesso à investigação preliminar conduzida pela Polícia Federal.
Já o senador Rogério Marinho (PL-RN), coordenador da campanha, declarou: “Para a campanha, esse assunto já está encerrado. Agora esperamos que a Justiça faça a parte dela”.