A partir do nariz, a ameba percorre um caminho até o cérebro, onde desencadeia a meningoencefalite amebiana primária (MAP) — uma infecção neurológica devastadora. Apesar de extremamente rara, a doença apresenta taxa de letalidade próxima a 100%.
Atividades recreativas como principal fator de risco
O contágio está diretamente associado a atividades aquáticas recreativas realizadas em águas doces mornas, sobretudo durante o verão. Mergulhar, nadar ou pular na água são ações que favorecem a entrada do líquido sob pressão pelo nariz, facilitando a migração do parasita até o sistema nervoso central.
Receba no WhatsApp as principais noticias do diaEntre no grupo do ContraFatos e acompanhe os destaques em primeira mao.
Entrar no grupo Sintomas enganosos e progressão fulminante
Um dos maiores obstáculos para o tratamento é a velocidade com que a infecção se agrava. Nos estágios iniciais, os sintomas se confundem facilmente com os de doenças comuns:
- Dor de cabeça muito forte e febre alta;
- Náuseas e vômitos frequentes.
Em questão de poucos dias, o quadro evolui para manifestações neurológicas graves, como rigidez na nuca, visão dupla, confusão mental, alucinações e perda de equilíbrio. A morte geralmente ocorre em consequência de lesões cerebrais extensas e inchaço cerebral significativo.
Casos raros, mas risco crescente por causa das mudanças climáticas
Registros históricos mostram que a contaminação por Naegleria fowleri é pouco frequente. Nos Estados Unidos, apenas 180 casos foram confirmados entre 1937 e 2025.
Apesar da raridade, pesquisas científicas recentes indicam que as mudanças climáticas estão elevando a temperatura de corpos d’água em regiões tradicionalmente mais frias ao norte do país. Esse aquecimento gradual amplia a distribuição geográfica propícia à proliferação da ameba, expandindo a zona de risco potencial para banhistas que frequentam águas doces naturais.