André Mendonça afirma ter recebido alertas de represálias por levar adiante informações da PF sobre o caso Master
André Mendonça revelou ter sido advertido sobre represálias ao levar adiante informações da PF no caso Master e garantiu que seguirá atuando
Por ContraFatos 17/09/2026 Atualizado em 17/09/2026
Ministro do Supremo Tribunal Federal, André Mendonça em Sessão Extraordinária • Reprodução/TV Justiça
Ministro do STF declarou que foi advertido sobre possíveis ataques contra ele e pessoas próximas, mas garante que não tem nada a temer
O ministroAndré Mendonça, do STF (Supremo Tribunal Federal), revelou que recebeu advertências — tanto de forma implícita quanto explícita — sobre represálias que poderia sofrer ao dar andamento às informações repassadas pela PF (Polícia Federal). Em declaração enviada à CNN, ele garantiu que seguirá atuando com firmeza e que não se deixará intimidar.
Crise no STF após levantamento de sigilo no caso Master
A tensão na Corte ganhou proporções inéditas depois que Mendonça, na condição de relator do caso Master, determinou o levantamento do sigilo de um relatório. O documento revelou mensagens trocadas entre o ex-banqueiro Daniel Vorcaro e o ministro Alexandre de Moraes. A divulgação provocou uma crise sem precedentes no Supremo.
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Mendonça cita filósofo alemão ao comentar ataques pessoais
Na avaliação do ministro, as investidas que passou a sofrer têm o objetivo de desqualificar quem apresenta posições divergentes. Para ilustrar o cenário, Mendonça recorreu ao filósofo alemão Arthur Schopenhauer, segundo o qual uma das estratégias para tentar vencer um debate sem ter razão consiste em atacar o adversário de maneira “injusta, ofensiva e insultante”.
“Quando decidi levar adiante as informações que recebi da Polícia Federal, sabia que viriam represálias. Fui advertido, de forma implícita e explícita, de que viriam ataques à minha pessoa e a pessoas próximas a mim”, declarou o ministro.
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André Mendonça classificou as ações direcionadas a ele como tentativas de intimidação. Ainda assim, reafirmou que não tem “nada a temer” e que continuará exercendo suas funções constitucionais sem recuar.
“Seguirei cumprindo meu dever com serenidade e responsabilidade”, afirmou.