Disputa pela relatoria e calendário do julgamento
Mendonça não será o primeiro a votar no caso. O ministro perdeu a relatoria do processo Vorcaro-Moraes para o presidente da Corte, Edson Fachin. A análise do caso foi marcada para esta terça-feira (15). Já o julgamento sobre suspeitas de desvios na investigação envolvendo Mendonça deve ocorrer nas semanas seguintes.
Ministros relatam chantagem e pressão nos bastidores
O ambiente nos bastidores do STF é de constrangimento generalizado. Os ministros Luiz Fux e Nunes Marques fizeram queixas especialmente nesta segunda-feira (14), véspera do julgamento. Ambos afirmaram estar se sentindo chantageados pelo que classificaram como “grupo do Moraes“, conforme apuração do SBT News.
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Entrar no grupo Uma decisão do ministro Flávio Dino tornou pública a relação de Nunes Marques com um deputado que é alvo de operação por roubo em emendas parlamentares. O episódio vem sendo interpretado como parte de uma estratégia de pressão sobre os magistrados.
Possível isolamento de Moraes na Corte
Na avaliação de um interlocutor privilegiado dos ministros, não haverá solidariedade com Alexandre de Moraes. Há quem considere que a Corte pode mandá-lo “para o espaço”. Os ministros Fachin e Cármen Lúcia têm sinalizado disposição para defender a reputação institucional do STF, indicando que podem ser favoráveis à investigação — desde que tenham acesso ao conteúdo completo dos elementos reunidos.
Sessão é descrita como “carnificina” e “briga de matar ou morrer”
O julgamento já recebeu apelidos dramáticos entre autoridades e observadores: “duelo”, “carnificina” e “briga de matar ou morrer”. Nem mesmo os próprios ministros sabem exatamente como a sessão vai transcorrer.
Apesar das suspeitas que recaem sobre eles, os ministros Alexandre de Moraes e Dias Toffoli ainda não se declararam impedidos de participar da votação. Quando questionados sobre o que farão, não respondem. Não há certeza de que formalizarão impedimento no momento da sessão. A ala que apoia Mendonça pretende requerer que ambos se abstenham de votar e levantar a questão para que o plenário decida.
Risco de pedido de vista pode paralisar o julgamento
Ministros da Corte avaliam que existe chance concreta de um pedido de vista por parte do decano Gilmar Mendes. Paralisar o julgamento nesse momento seria, segundo integrantes do tribunal, como “acionar uma granada”. Ainda assim, mesmo que algum ministro solicite vista, os demais magistrados podem prosseguir com seus votos — embora o resultado final não possa ser proclamado enquanto o pedido não for devolvido.