André Mendonça é designado relator de ações sobre criação de CPI do Banco Master no STF
André Mendonça será o relator no STF dos pedidos de criação de CPI para investigar o Banco Master apresentados por parlamentares
Por ContraFatos 21/05/2026 Atualizado em 21/05/2026
André Mendonça é Designado Relator De Ações Sobre Criação De CPI Do Banco Master No STF
Ministro do Supremo terá papel decisivo sobre o futuro das investigações contra a instituição financeira
O STF (Supremo Tribunal Federal) designou o ministroAndré Mendonça como relator das ações que tratam dos pedidos de instalação de uma CPI (Comissão Parlamentar de Inquérito) voltada a investigar o Banco Master. A definição coloca o magistrado no centro de uma das disputas políticas e econômicas mais sensíveis em curso nos bastidores do Congresso e do Judiciário.
Parlamentares de diferentes espectros políticos pedem a investigação
Entre as ações que chegaram às mãos de André Mendonça estão aquelas apresentadas pelo deputado Lindbergh Farias (PT-RJ), pelo deputado Kim Kataguiri (Missão-SP) e por outros parlamentares de oposição. A convergência de pedidos de origens políticas distintas evidencia a pressão crescente sobre a instituição financeira.
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Destravar ou arquivar: o peso da decisão
Caberá ao ministro decidir se os requerimentos avançam ou serão arquivados. Em termos práticos, André Mendonça possui o poder de destravar uma das principais frentes de pressão que miram o Banco Master. Sua decisão definirá se as suspeitas que orbitam a instituição serão debatidas sob o holofote político e midiático de uma CPI ou se a apuração permanecerá restrita aos canais jurídicos e sigilosos tradicionais.
Outros ministros também atuam em casos relacionados
A questão não se limita a um único gabinete no STF. O ministro Kassio Nunes Marques foi sorteado como relator de um mandado de segurança que busca forçar o Congresso Nacional a dar início a uma CPI sobre o mesmo tema.
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Já em março, o ministro Cristiano Zanin havia negado pedido semelhante, apresentado pelo deputado federal Rodrigo Rollemberg (PSB-DF). Na ocasião, o magistrado identificou “defeitos processuais” na petição e entendeu que a matéria deveria ser inicialmente analisada no âmbito do próprio Poder Legislativo, antes de qualquer intervenção do Judiciário.