“Durou quatro dias minha passagem pela TMC. Como muita gente vai perguntar por que e a resposta será sempre a mesma, está tudo na minha newsletter, com link nos stories. Aproveitem e assinem. E peguem leve nos comentários.”
“Gravamos dois programas-piloto… e voltei pra casa feliz de novo”
Na newsletter citada, o jornalista deu detalhes sobre sua breve experiência na emissora. Segundo ele, o trabalho começou com entusiasmo e aprovação da direção:
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Entrar no grupo “Gravamos dois programas-piloto na sexta e no domingo, e na segunda-feira estreamos às duas e meia porque ainda tem um programa de meia hora antes, patrocinado. Foi legal, os três apresentadores se entenderam bem, uma turma muito jovem na redação dando duro, todos entusiasmados e ligados no 220.”
Flávio relatou que, nos dias seguintes, o clima era positivo e os elogios se repetiam:
“No segundo dia, estavam todos muito animados, me chamaram na direção para dizer isso, que adoraram o entrosamento entre nós três, que foi um programa leve e gostoso de ouvir, e voltei para casa feliz de novo, apesar da hora e meia no trânsito de fim de tarde de São Paulo. E na quarta foi igual, e na quinta também.”
Mas o tom de satisfação durou pouco.
“Hoje, sexta-feira, não apresentei o programa. Meia hora antes do início, fui chamado na mesma sala em que disseram que estavam adorando tudo e as três pessoas a quem incumbiram de dar a notícia, deram-ma.”
“Alguém ‘de cima’ achou meus posicionamentos incompatíveis com um programa de ‘news’”
Na sequência, o jornalista revelou o motivo que teria levado à demissão: suas publicações e opiniões políticas nas redes sociais.
“Resumindo, alguém ‘de cima’ que provavelmente não me conhecia concluiu que meus ‘posicionamentos’ são ‘incompatíveis’ com um programa de ‘news’. Não aconteceu nada nesses quatro dias de programa, me disseram, ‘zero, absolutamente nada’, mas ‘suas redes sociais…’ etc. Uso as aspas para ficar na literalidade.”
Ele também afirmou que a equipe direta demonstrou constrangimento ao comunicar a decisão:
“São ótimas pessoas e profissionais, os três que me informaram que eu não iria ficar, e percebi que estavam chateados com a situação.”
Perfil e trajetória
Gomes, de perfil declaradamente esquerdista, é um dos jornalistas esportivos mais conhecidos do país. Já passou por veículos como ESPN, Fox Sports, UOL e Folha de S.Paulo. Atualmente, mantém uma newsletter própria e presença ativa nas redes sociais, onde comenta tanto política quanto automobilismo — área em que se especializou ao longo da carreira.
A demissão após quatro dias reforça o debate sobre liberdade de expressão de comunicadores e a influência de posicionamentos ideológicos nas decisões editoriais de empresas de mídia.