Deputado discursou na Praça do Cruzeiro, fez oração coletiva e convocou população a “acordar”
O deputado federal Nikolas Ferreira (PL-MG) discursou no domingo (25) para uma multidão reunida na Praça do Cruzeiro, em Brasília, ao final da Caminhada pela Liberdade, mobilização que durou sete dias e reuniu participantes de diversas regiões do país.
Do alto de um carro de som, Nikolas afirmou que o ato teve caráter simbólico e buscou provocar uma mudança no rumo político nacional. Em sua fala, negou qualquer intenção de ruptura institucional e concentrou críticas no Supremo Tribunal Federal (STF).
“Não estamos aqui para tomar o poder, mas o Brasil acordou”, declarou o parlamentar, ao sustentar que o país atravessaria um momento crítico. Segundo ele, a caminhada teve como objetivo despertar a população.
Críticas diretas ao STF e a Alexandre de Moraes
Em um dos trechos mais aplaudidos do discurso, Nikolas dirigiu-se diretamente ao ministro do STF Alexandre de Moraes, em tom de enfrentamento:
“Alexandre de Moraes, o Brasil não tem medo de você”, afirmou, sob gritos e aplausos dos manifestantes.
Ao longo da fala, o deputado criticou o que chamou de excessos institucionais e afirmou que a mobilização não pretendia confrontar as instituições, mas pressionar por mudanças políticas.
Criticas à esquerda e apelo a professores
Nikolas também abordou temas como saúde e educação públicas, afirmando que a oposição luta por serviços de qualidade nessas áreas. Em tom crítico, dirigiu-se aos profissionais da educação:
“Professores desse país, acordem e se livrem da ideologia da esquerda”, disse, ao associar problemas do setor ao que classificou como influência ideológica.
O parlamentar voltou a insistir na ideia de que a caminhada representaria um ponto de virada para o país, convocando os presentes a multiplicarem a mensagem.
“O que vamos fazer amanhã são duas coisas. Vamos agora ter a missão de acordar as outras pessoas e essa missão é sua”, afirmou, dirigindo-se ao público.
Orientação para dispersão e oração coletiva
Ao final do ato, Nikolas orientou os manifestantes a deixarem a Praça do Cruzeiro de forma pacífica e a retornarem para suas casas. Ele pediu explicitamente que o grupo não seguisse até a Praça dos Três Poderes, localizada a cerca de seis quilômetros do local.
Encerrando a mobilização, o deputado conduziu uma oração coletiva, na qual mencionou corrupção, sofrimento e crise moral no país.
“Meu Deus, nós não aguentamos tanta corrupção, maldade aqui no Brasil. Por favor, perdoe os nossos pecados, as nossas falhas e tenha misericórdia dessa nação”, declarou. Ele também pediu perdão aos “inimigos” e força para enfrentar aqueles que, segundo disse, estariam “contra o bem”.
“Maior caminhada da história”, afirmou Nikolas
Em tom pessoal, Nikolas disse que estava desesperançoso antes da mobilização e que acreditava não voltar a ver grandes manifestações na capital federal. Apesar disso, afirmou que o ato superou suas expectativas.
“Eu tenho certeza de que essa foi a maior caminhada da história desse país”, disse.
Para o deputado, o Brasil viveria “um pesadelo terrível”, e a mobilização teria cumprido a missão de “despertar o país”.