“O que está em jogo é o equilíbrio das contas do Brasil”, diz o vídeo publicado no perfil oficial do partido. “São os programas sociais e os investimentos em áreas fundamentais como saúde e educação. É a dignidade de milhões de trabalhadores.”
PT fala em “taxar os super-ricos”
O vídeo do partido exibe mensagens defendendo a “taxação dos super-ricos”, sob o argumento de que eles “pagariam um pouquinho do que ganham” para financiar políticas sociais.
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Entrar no grupo A legenda petista sustenta que a rejeição da medida teria comprometido o equilíbrio fiscal e a continuidade de programas voltados à redução da desigualdade. O tom do material reforça a narrativa de que o Congresso teria agido contra o interesse popular, ao barrar uma proposta voltada, segundo o governo, à “justiça tributária”.
Críticos, no entanto, apontam que a medida oneraria a classe média e investidores comuns, além de gerar impacto direto no rendimento de aplicações financeiras e no setor produtivo.
Derrota no Congresso
Na quinta-feira (9), a Câmara dos Deputados aprovou, por 251 votos a 193, um requerimento da oposição que retirou da pauta a Medida Provisória enviada pelo governo Lula.
A proposta previa unificar em 18% a alíquota de Imposto de Renda sobre todas as aplicações financeiras a partir de 1º de janeiro de 2026, além de elevar a Contribuição Social sobre o Lucro Líquido (CSLL) de bancos e outras instituições.
A derrota da base governista expôs a fragilidade da articulação política do Planalto, que não conseguiu apoio suficiente nem entre aliados tradicionais. O revés também amplia a tensão entre Executivo e Legislativo num momento em que o governo tenta cumprir metas fiscais e busca novas fontes de receita.
Impacto e reação política
Economistas apontam que o rejeitamento da MP representou um alívio imediato para os contribuintes, mas aumenta o desafio do governo em fechar as contas públicas de 2025.
Já integrantes da base petista afirmam que a decisão beneficia setores de alta renda e dificulta o financiamento de políticas sociais.
A oposição, por sua vez, comemorou a decisão e acusou o governo de tentar elevar a carga tributária em um cenário de baixo crescimento econômico.