Anúncio em redes sociais
Em publicação nas redes sociais, Jaques Wagner confirmou a saída e fez questão de enfatizar que a decisão foi consensual. “Acabei de ter uma ótima reunião com o presidente Lula, uma conversa entre amigos, e decidimos, em comum acordo, que me afastarei da liderança do Governo no Senado Federal”, escreveu.
Wagner diz que foco será provar inocência
Na mesma manifestação divulgada após o encontro, o senador declarou que pretende concentrar seus esforços na própria defesa judicial e no cenário eleitoral de 2026. “Neste momento, minha prioridade absoluta é provar minha inocência e me dedicar à reeleição do presidente Lula e do governador Jerônimo, além da minha reeleição junto com Rui Costa para o Senado”, declarou.
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Entrar no grupo Operação da PF e acusações
O senador foi alvo da nona fase da Operação Compliance Zero, que investiga um suposto esquema de fraudes, corrupção, lavagem de dinheiro e obstrução de Justiça ligado ao Banco Master. Conforme a Polícia Federal, Wagner teria atuado em favor dos interesses da instituição financeira no Congresso Nacional em troca de vantagens indevidas.
A defesa do senador nega todas as acusações e sustenta que a investigação se baseia em premissas equivocadas. Na segunda-feira, 23, o petista apresentou recurso ao Supremo Tribunal Federal (STF) buscando anular a decisão que autorizou buscas em endereços ligados a ele.
Compromisso com o projeto político de Lula
Ao comunicar o afastamento da liderança, Wagner também procurou reafirmar sua lealdade ao grupo político encabeçado por Lula. “Juntos, com humildade e muito trabalho, renovaremos nosso compromisso com o projeto coletivo que vem mudando a Bahia e o Brasil”, afirmou.
A definição sobre quem será o substituto na liderança do governo no Senado ainda não foi anunciada.