Referência ao impeachment marcou encenação
Durante o desfile, a comissão de frente da Acadêmicos de Niterói encenou um momento simbólico. Um personagem representando Temer apareceu puxando a faixa presidencial de Dilma Rousseff (PT), que sofreu impeachment em 2016.
A cena fez parte da narrativa construída pela escola dentro do tributo a Lula e chamou atenção pela carga política inserida no espetáculo carnavalesco.
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Entrar no grupo Temer defende tradição da sátira, mas faz ressalvas
Na nota divulgada, o ex-presidente afirmou que “a sátira política é parte da tradição do carnaval”, reconhecendo o histórico do evento como espaço de crítica social e manifestação artística.
No entanto, ele ponderou que “o problema é quando adotam o ilusionismo na Esplanada, promovendo a irresponsabilidade fiscal”.
Em outro trecho do comunicado, Temer detalhou sua posição:
– A sátira política é parte da tradição do Carnaval. E como defensor da liberdade de expressão e da liberdade artística, não julgo as escolhas feitas como tema na avenida. Como o samba é o espaço da criatividade e da fantasia, não faz sentido cobrar rigor histórico num enredo ou questionar a troca da crítica social pela bajulação na Sapucaí. O problema é quando adotam o ilusionismo na Esplanada, promovendo a irresponsabilidade fiscal, juros altos e o endividamento público crescente — e negando conquistas, como as reformas trabalhista, do ensino médio e da previdência. É triste ver a troca da ponte para o futuro por uma volta ao passado. Olha o Brasil aí… gente! – diz o comunicado de Michel Temer.
Debate político invade a avenida
A manifestação ocorre em meio a um Carnaval marcado por enredos com forte conteúdo político. Ao mesmo tempo em que reconheceu o direito à liberdade artística, Temer utilizou a ocasião para criticar rumos da política econômica e defender realizações de seu governo.
O episódio reforça como a Sapucaí segue sendo palco não apenas de festa e fantasia, mas também de embates simbólicos entre diferentes visões sobre o país.