Argentina declara PCC e Comando Vermelho como organizações terroristas
Argentina classifica PCC e Comando Vermelho como terroristas e fecha acordos com o FBI para combate internacional.
Por ContraFatos 29/10/2025 Atualizado em 29/10/2025
Patricia Bullrich é ministra da Segurança da Argentina | Foto: Divulgação/Ministerio de Seguridad de la Nación Argentina
Ministra Patricia Bullrich anuncia decisão durante entrevista e destaca ações conjuntas com o FBI contra o crime organizado
A ministra da Segurança da Argentina, Patricia Bullrich, informou que o país passou a classificar o Primeiro Comando da Capital (PCC) e o Comando Vermelho (CV) como organizações terroristas. O anúncio foi feito em entrevista ao jornal argentino La Nación nesta terça-feira, 28, em meio à repercussão da megaoperação policial no Rio de Janeiro que resultou em mais de cem mortos.
“Essas duas organizações foram declaradas como narcoterroristas na Argentina”, afirmou Bullrich. A ministra explicou que há pelo menos 39 brasileiros presos no país, sendo cinco ligados ao Comando Vermelho e “sete ou oito” vinculados ao PCC.
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Ação no Rio de Janeiro e impacto regional
No mesmo dia do anúncio, mais de 2,5 mil agentes de segurança participaram de uma operação contra líderes do Comando Vermelho no Rio de Janeiro, classificada pelas autoridades como a mais letal da história do Estado. A ofensiva deixou mais de 100 mortos e reacendeu o debate sobre a atuação internacional das facções brasileiras.
Isolamento de presos em penitenciárias argentinas
Bullrich também afirmou que a polícia argentina tem capacidade para identificar integrantes das facções por meio de tatuagens e pelo modus operandi. Segundo ela, esses criminosos permanecem isolados em presídios de segurança máxima, estratégia usada para impedir que exerçam influência dentro do sistema penitenciário — prática semelhante à adotada no Brasil e no Paraguai.
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Acordos de cooperação com o FBI reforçam combate ao terrorismo
Neste mês, o Ministério da Segurança Nacional da Argentina firmou dois acordos com o FBI (Departamento Federal de Investigação dos Estados Unidos) com o objetivo de ampliar o intercâmbio de informações e a cooperação técnica no enfrentamento ao terrorismo e ao crime organizado.
O primeiro acordo estabelece a troca direta de dados entre o FBI e o Centro Nacional Antiterrorista (CNA) da Argentina. Já o segundo prevê “capacitação, apoio técnico e desenvolvimento tecnológico” entre o FBI, o Departamento Federal de Investigações (DFI) e o Ministério da Segurança argentino, fortalecendo a estrutura de combate às redes criminosas internacionais.