Nahuel Gallo, 33, foi detido na Venezuela após cruzar a fronteira da Colômbia. Segundo o governo da Argentina, sua intenção era visitar sua esposa e seu filho, que faz dois anos este mês.
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Entrar no grupo Na sexta-feira passada , Tarek William Saab, o procurador-geral da Venezuela, afirmou que Gallo tentou ingressar no país de maneira ilegal. Saab acusou o cidadão argentino de esconder um “verdadeiro plano criminoso”, alegando uma visita familiar, porém não forneceu pormenores sobre a fonte das alegações.
O oficial da polícia argentina enfrentará acusações de conspiração e associação criminosa, como apontado pelo procurador, que confirmou para a AFP a prisão de Gallo em Caracas.
Patricia Bullrich, ministra da Segurança da Argentina, questionou as acusações de Saab e ressaltou que o policial entrou na Venezuela legalmente. “O que foi ilegal foi a forma como ele foi sequestrado na fronteira”, disse ela.
A embaixada argentina também pediu medidas preventivas à Comissão Interamericana de Direitos Humanos (CIDH) para Nahuel Gallo. A solicitação “ressalta a arbitrariedade da detenção”, de acordo com um comunicado do governo, e solicita ações imediatas para garantir a segurança do policial, exigir sua liberação imediata e garantir seu retorno seguro à Argentina.
Mais uma tensão na diplomacia entre Argentina e Venezuela
As tensões diplomáticas entre a Argentina e a Venezuela já estavam elevadas, porém a ruptura definitiva ocorreu devido à decisão de Caracas em resposta à negação do presidente Javier Milei em aceitar a reeleição de Nicolás Maduro para um terceiro mandato consecutivo de seis anos, em julho passado. No dia após a divulgação do resultado da eleição, a “ditadura venezuelana” expulsou os diplomatas argentinos.
A partir daquele momento, o Brasil assumiu a responsabilidade pela embaixada argentina. Portanto, o país assumiu a proteção de seis dissidentes venezuelanos que estavam asilados na embaixada desde março. O governo chavista tentou remover a gestão brasileira do prédio, mas o Brasil resistiu.
A detenção de Gallo ocorreu na mesma semana em que Gerardo Werthein, o chanceler argentino, solicitou à Organização dos Estados Americanos (OEA) que Nicolás Maduro fornecesse salvo-condutos aos asilados.As informações são da Revista Oeste.