Assessora de Dino chama críticos de “recalcados” e dispara: chefe “brilhou” no STF
Assessora de Flávio Dino publicou mensagem chamando críticos de recalcados e elogiando o ministro após sessão do STF sobre Moraes
Por ContraFatos 16/09/2026 Atualizado em 16/09/2026
Assessora de Dino fala em “recalcados” e diz que chefe “brilhou” em sessão
Publicação em rede social gerou repercussão após julgamento sobre pedido de investigação contra Alexandre de Moraes
A sessão do STF realizada na terça-feira (15/9), que tratou do pedido de investigação contra o ministroAlexandre de Moraes, ganhou um desdobramento nas redes sociais. Uma assessora do gabinete do ministro Flávio Dino na Corte utilizou seu perfil fechado no Instagram para atacar quem criticou a atuação de seu chefe durante o julgamento.
Quem é Larissa Abdalla Britto
A responsável pela publicação é Larissa Abdalla Britto, que acompanha Dino desde o período em que ele ocupava o cargo de governador do Maranhão. Hoje, ela ocupa a função de assessora do ministro no Supremo Tribunal Federal, com remuneração bruta mensal de R$ 26,9 mil.
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A postagem que gerou polêmica
Nas últimas horas, Larissa compartilhou uma foto de Flávio Dino acompanhada da seguinte mensagem: “Com todas as desculpas aos recalcados de plantão, mas quem brilhou foi ele”. A declaração foi interpretada como uma resposta direta às críticas que o ministro recebeu por sua conduta na sessão plenária.
O pedido de vista que paralisou o julgamento
Na sessão em questão, os ministros deveriam analisar um pedido de investigação contra Alexandre de Moraes, motivado por mensagens trocadas pelo magistrado com o banqueiro Daniel Vorcaro. Dino, no entanto, foi o autor de um pedido de vista que acabou paralisando o julgamento. Com isso, a decisão sobre o caso foi adiada, e o ministro tem até 90 dias para devolver o processo.
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O pedido de vista de Dino ocorreu em um momento específico: quando o plenário ainda discutia uma questão de ordem que buscava vincular o julgamento da investigação contra Moraes às acusações de suposto abuso de autoridade contra o ministro André Mendonça, forçando uma análise conjunta dos dois casos.
Além de Dino, que foi indicado ao STF pelo presidente Lula, outros dois ministros também atuaram no sentido de postergar a apreciação do mérito do pedido de investigação contra Moraes: Gilmar Mendes e Cristiano Zanin. A movimentação dos três magistrados foi vista como um esforço coordenado para ajudar Moraes a adiar o enfrentamento direto da questão.