O comunicado foi reproduzido pela imprensa estatal e reforçado em publicações do próprio ditador cubano nas redes sociais.
Militares protegiam Maduro e Cilia Flores
Segundo Díaz-Canel, os militares cubanos mortos integravam a estrutura de segurança pessoal de Maduro e de sua esposa, Cilia Flores, também capturada pelas forças americanas durante a operação.
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Entrar no grupo “Honra e glória aos bravos combatentes cubanos que tombaram enfrentando terroristas em uniforme imperial, que sequestraram e removeram ilegalmente de seu país o presidente da Venezuela e esposa, cujas vidas eles estavam ajudando a proteger a pedido daquela nação irmã”, escreveu o líder cubano.
Governo venezuelano presta homenagem aos cubanos mortos
O regime venezuelano também se manifestou. Na noite deste domingo, 4, o ministro das Relações Exteriores, Yván Gil, publicou um comunicado em seu canal no Telegram prestando homenagem aos 32 militares cubanos.
Na mensagem, Gil afirmou que os integrantes da ditadura aliada “deram suas vidas cumprindo seu dever”, em referência direta à atuação dos cubanos na proteção do antigo comando chavista.
Trump confirma mortes de cubanos na operação
Também neste domingo, o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, reconheceu que houve mortes do lado adversário durante a operação, embora tenha ressaltado que nenhum militar americano morreu.
“Não houve baixas do nosso lado, mas muitos do outro lado”, disse Trump, mencionando explicitamente os cubanos. “Muitos cubanos morreram ontem protegendo Maduro”, afirmou o presidente, a caminho da Casa Branca, vindo da Flórida a bordo do Força Aérea Um.
Números de mortos seguem incertos
Até o momento, não há um balanço oficial consolidado de vítimas. A imprensa internacional, citando fontes do regime venezuelano, fala em cerca de 40 mortos, a maioria pertencente ao Batalhão de Segurança Presidencial.
Relatos extraoficiais indicam que o número pode chegar a 80 mortes. O ministro da Defesa da Venezuela, Vladimir Padrino López, declarou que “grande parte” da equipe de segurança de Maduro foi “assassinada a sangue frio” durante a ofensiva.
Congressista dos EUA fala em conluio entre ditaduras
A congressista norte-americana María Elvira Salazar afirmou que a confirmação das mortes expõe o conluio entre os regimes de Cuba e da Venezuela.
“Isso confirma o que já sabíamos há muito tempo”, escreveu. “A ditadura cubana, em conluio com o narco-regime de Maduro, sequestrou a Venezuela. O narco-regime de Maduro e a ditadura cubana são uma só coisa, uma única organização criminosa.”
Segundo Salazar, os militares cubanos atuavam como “forças de ocupação”, com a missão de controlar e intimidar a população venezuelana por meio da repressão, do narcotráfico e do medo. “Os tiranos se protegem uns aos outros. E juntos, eles cairão”, concluiu.