Justiça

Atuação de Zanin e Gilmar junto à PF é vista como desmoralização de Fachin no caso Banco Master

Ministros do STF interpretam atuação direta de Zanin e Gilmar junto à PF como desmoralização de Fachin nas investigações do Banco Master

Decisão de dois ministros do STF de requisitar dados do celular de Daniel Vorcaro à Polícia Federal é interpretada como desmoralização da condução de Fachin nas investigações

A disputa interna no Supremo Tribunal Federal em torno das investigações sobre o Banco Master ganhou um novo capítulo. A determinação dos ministros Cristiano Zanin e Gilmar Mendes para que a enviasse diretamente a eles informações extraídas do celular do ex- Daniel Vorcaro acendeu um alerta nos bastidores da Corte. Integrantes do tribunal interpretam a movimentação como um sinal claro de insatisfação com o trabalho conduzido por Edson Fachin no caso.

Disputa por protagonismo e pressão sobre Fachin

Fachin assumiu a condução das investigações e passou a centralizar as decisões sobre o tema. No entanto, a iniciativa paralela de Zanin e Gilmar revelou a existência de diferentes frentes de atuação dentro do STF diante da crise do Banco Master. Para ministros ouvidos reservadamente, o episódio configura mais um elemento de pressão sobre Fachin, que já enfrenta dificuldades em administrar uma apuração envolvendo personagens com amplo trânsito em Brasília — de empresários e a membros do próprio sistema de Justiça.

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