Investigação aponta conduta contínua, não episódio isolado
Em seu relatório, a corporação sustenta que as mensagens encontradas nos celulares apreendidos revelam um padrão de atuação do senador em pautas de interesse do Banco Master. Os elementos reunidos indicariam que Wagner teria exercido o mandato “de forma alinhada aos interesses econômicos do Banco Master” entre 2022 e 2025.
A PF enfatiza que a conduta identificada não se limitaria a um fato pontual, mas a uma sequência de contatos e iniciativas documentadas ao longo de todo o período investigado. A conversa integra a apuração da Operação Compliance Zero, voltada a investigar suspeitas de favorecimento ao Master e possíveis repasses de vantagens indevidas a agentes públicos.
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Entrar no grupo Reunião no gabinete do senador em Brasília
Segundo trechos da investigação, Augusto Lima procurou Jaques Wagner em agosto de 2024 para marcar um encontro. No dia seguinte à troca de mensagens, os dois confirmaram uma reunião no gabinete do senador, na capital federal.
A PF ressalta que o diálogo aconteceu justamente no período em que tramitava no Senado uma proposta para ampliar a cobertura individual do Fundo Garantidor de Crédito — medida considerada favorável ao Banco Master.
Emenda relacionada ao tema foi encaminhada após encontro
De acordo com os investigadores, logo após a reunião no gabinete, Augusto Lima enviou ao senador informações sobre uma emenda relacionada ao tema em discussão. Para a corporação, essa sequência de eventos reforça a tese de que havia um vínculo operacional entre o parlamentar e os interesses da instituição financeira.
Defesa nega qualquer irregularidade
A defesa de Jaques Wagner nega irregularidades e sustenta que “nunca houve atuação, intermediação, negócio ou tratativa envolvendo projetos do Banco Master”. O senador mantém a posição de que suas atividades parlamentares foram exercidas dentro da normalidade institucional.