Augusto Cury considera pedir adiamento da eleição após cancelamento de debate
Augusto Cury foi ao STF após cancelamento de debate e estuda pedir adiamento da eleição descartando apoio a Lula ou Flávio Bolsonaro
Por ContraFatos 02/10/2026 Atualizado em 02/10/2026
Augusto Cury, candidato a presidente, em entrevista coletiva neste domingo (23) • Renato Pizzutto/Band
Candidato do Avante foi ao STF buscar reunião com Edson Fachin e critica interferência na liberdade de imprensa
O cancelamento do debate da Rede Globo gerou forte reação do candidato à Presidência Augusto Cury (Avante), que desembarcou em Brasília nesta sexta-feira (2) e se dirigiu ao STF (Supremo Tribunal Federal) em busca de uma audiência com o presidente da Corte, Edson Fachin.
Mandado de segurança para adiar o pleito em uma semana
Diante das câmeras, Cury revelou que sua equipe jurídica estuda entrar com um mandado de segurança com o objetivo de postergar a eleição em uma semana. Para ele, o cancelamento do debate comprometeu diretamente as chances de ampliar sua visibilidade junto ao eleitorado antes da votação.
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O candidato mencionou dados de uma pesquisa do Instituto Eurásia para justificar a gravidade da situação. De acordo com ele, apenas 40% dos eleitores sabem que ele é candidato. O debate, segundo sua avaliação, seria a oportunidade de se apresentar a mais 20% a 30% do público votante.
“Isso é fundamental para que elas [as pessoas] pudessem decidir no dia 4 de outubro.”
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Em declarações à imprensa, Augusto Cury classificou as decisões do STF e do TSE (Tribunal Superior Eleitoral) como uma interferência na liberdade de imprensa. Na visão do candidato, nenhum ministro, deputado, senador ou o próprio presidente da República tem legitimidade para prejudicar o andamento do processo eleitoral.
Sem apoio a Lula ou Flávio Bolsonaro em eventual segundo turno
Questionado se a disputa eleitoral já estaria encerrada para ele, Cury reconheceu que restam poucos dias, mas destacou o apoio que tem recebido por onde passa. Segundo ele, os eleitores demonstram confiança em seu projeto de pacificação nacional.
Sobre a possibilidade de um segundo turno, o candidato do Avante foi enfático ao descartar qualquer declaração de apoio tanto a Flávio Bolsonaro (PL) quanto ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT).