Detalhes da operação
Durante o leilão de dólares à vista, o BC aceitou nove propostas, com diferencial de corte de -0,000300, entre 9h30 e 9h35. No mesmo período, a instituição aceitou quatro propostas que somaram 20 mil contratos de swap cambial reverso, com taxa de corte de 5,1600 e vencimento em 1º de dezembro.
Essa estratégia de operações casadas é usada para neutralizar pressões no câmbio. No swap reverso, o Banco Central atua como comprador de dólares no mercado futuro, recebendo a variação do dólar mais o cupom cambial e pagando aos investidores a variação da taxa Selic no mesmo período.
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Entrar no grupo De acordo com o BC, a movimentação não altera diretamente a cotação do dólar frente ao real, pois o efeito da compra à vista é compensado pela operação no mercado futuro.
Reservas internacionais e política cambial
O leilão à vista implica redução momentânea das reservas internacionais, que somaram US$ 356,6 bilhões em setembro, um acréscimo de US$ 5,8 bilhões em relação ao mês anterior. A instituição utiliza essas reservas como instrumento para estabilizar o câmbio e assegurar previsibilidade nas oscilações da moeda.
Efeito no mercado e reação dos investidores
A intervenção do BC ocorreu em meio a um cenário externo mais favorável e à repercussão positiva do encontro entre o presidente Luiz Inácio Lula da Silva e o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump.
Por volta das 10h49, o dólar à vista era cotado a R$ 5,379, em queda de 0,25%. Na B3, o contrato futuro para novembro recuava 0,38%, sendo negociado a R$ 5,375.
Na sexta-feira (24), o dólar havia encerrado em alta de 0,14%, a R$ 5,393. Especialistas destacam que a ação do BC contribui para suavizar a volatilidade e reforçar a confiança do mercado em um momento de ajustes monetários e fiscais no país.