Banco Central liquida Banco Pleno, de ex-CEO e ex-sócio do Master
Banco Central liquida Banco Pleno por crise financeira e infrações regulatórias.
Por ContraFatos 18/02/2026 Atualizado em 18/02/2026
Augusto Ferreira Lima foi CEO do Banco Master e controlava o Banco Pleno, ambos liquidados pelo Banco Central. (Foto: Arquivo/Agência AL-BA)
Instituições de Augusto Lima tiveram situação financeira comprometida e descumpriram normas, diz BC
O Banco Central do Brasil decretou, nesta quarta-feira (18), a liquidação extrajudicial do Banco Pleno S.A. e submeteu a Pleno Distribuidora de Títulos e Valores Mobiliários S.A. a regime especial. As duas instituições integram o conglomerado prudencial Pleno.
As empresas são controladas por Augusto Ferreira Lima, ex-sócio e ex-CEO do Banco Master. A instituição financeira ligada ao banqueiro Daniel Vorcaro havia sido liquidada em novembro do ano passado após fraudes estimadas em R$ 12,2 bilhões, episódio que levou à prisão do empresário.
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Motivos da liquidação
De acordo com o BC, a medida foi adotada diante do comprometimento da situação econômico-financeira do conglomerado Pleno, com deterioração da liquidez, além de infrações às normas que regulam o setor e descumprimento de determinações da autoridade monetária.
Em comunicado oficial, o órgão informou: “O Banco Central continuará tomando todas as medidas cabíveis para apurar as responsabilidades nos termos de suas competências legais. O resultado das apurações poderá levar à aplicação de medidas sancionadoras de caráter administrativo e a comunicações às autoridades competentes, observadas as disposições legais aplicáveis. Nos termos da lei, ficam indisponíveis os bens dos controladores e dos administradores da instituição objeto da liquidação decretada”.
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Segundo o Banco Central, o conglomerado Pleno é classificado como instituição de pequeno porte, enquadrada no segmento S4 da regulação prudencial. O Banco Pleno é a instituição líder do grupo.
O BC destacou que o conglomerado representa 0,04% do ativo total e 0,05% das captações totais do Sistema Financeiro Nacional (SFN), o que indica impacto limitado sobre o sistema financeiro.