Banco do Brasil aciona AGU contra Jeffrey Chiquini, Eduardo Bolsonaro e Gustavo Gayer por incitação à retirada de recursos
Instituição acusa os três de disseminar informações falsas que podem ameaçar a estabilidade do sistema financeiro nacional
Por Redator 24/08/2025 Atualizado em 24/08/2025
Foto: Reprodução
Instituição acusa os três de disseminar informações falsas que podem ameaçar a estabilidade do sistema financeiro nacional
O Banco do Brasil acionou oficialmente a Advocacia-Geral da União (AGU) contra o advogado Jeffrey Chiquini, acusando-o de disseminar informações falsas nas redes sociais. De acordo com o banco, os conteúdos publicados por Chiquini — em conjunto com outras figuras públicas — incentivam correntistas a sacar recursos em massa, o que foi classificado pela instituição como um “ataque ao Sistema Financeiro Nacional”.
Além de Chiquini, os deputados federais Eduardo Bolsonaro (PL-SP) e Gustavo Gayer (PL-GO) também foram apontados como alvos da representação. O BB considera que os três atuam de forma coordenada para instigar desconfiança entre os clientes, o que pode colocar em risco a confiança na solidez das instituições bancárias.
Leitura
BB pede à AGU medidas legais contra a propagação de boatos
Em ofício encaminhado à AGU, o Banco do Brasil argumenta que os conteúdos compartilhados podem caracterizar crimes contra o Estado Democrático de Direito, e solicita que a União estude a possibilidade de ação judicial com o objetivo de frear a disseminação das mensagens.
Segundo a instituição, o movimento teria como pano de fundo retaliações contra decisões do Supremo Tribunal Federal (STF) e utilizaria estratégias para minar a estabilidade institucional do país.
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Lei Magnitsky e boatos sobre sanções internacionais
Um dos principais focos da alegada campanha seria a interpretação distorcida da Lei Magnitsky, legislação dos Estados Unidos voltada para a punição de violações de direitos humanos e atos de corrupção. Com base em entendimentos errôneos, os autores das publicações estariam espalhando boatos sobre possíveis sanções internacionais contra bancos brasileiros.
O próprio Banco do Brasil relatou que vem recebendo questionamentos de clientes preocupados com a suposta iminência de uma corrida bancária, motivada pelas alegações nas redes.
Presidente do BB alerta para risco sistêmico
A presidente do Banco do Brasil, Tarciana Medeiros, posicionou-se de maneira firme contra o conteúdo das publicações, classificando-as como um risco à estabilidade do sistema financeiro nacional. A manifestação reforça o argumento de que as ações dos acusados extrapolam o debate político e ameaçam a segurança de milhões de correntistas e investidores.