Instituição esclarece que não houve cancelamento; bloqueio de cartão do ministro ocorreu em outra operadora
O Banco do Brasil (BB) informou que não bloqueou cartões de crédito do ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), após a aplicação da Lei Magnitsky pelo governo Trump. A instituição reafirmou que nenhum dos cartões internacionais de Moraes foi suspenso pelo banco.
A dúvida surgiu porque o Banco do Brasil é o responsável pela folha de pagamento dos magistrados do STF. No entanto, isso não significa que os ministros sejam obrigados a utilizar serviços complementares da instituição, como cartões de crédito.
Mastercard bloqueado não pertence ao Banco do Brasil
Apuração feita pela coluna de Paulo Cappelli, no portal Metrópoles, revelou que o ministro Alexandre de Moraes teve, de fato, um cartão Mastercard bloqueado, mas que a operação foi realizada por outra instituição financeira.
Segundo a mesma apuração, após o bloqueio, Moraes recebeu a oferta de um cartão Elo, bandeira nacional que segue regulamentações próprias de conformidade internacional.
Regulamento da Elo veta clientes sancionados pelos EUA
O estatuto da Elo determina restrições rígidas para situações envolvendo sanções impostas por governos ou organismos internacionais. O regulamento da empresa estabelece:
“É vedado aos participantes estabelecer ou manter relação com qualquer cliente que seja ou venha a ser objeto de sanções econômicas ou financeiras ou embargos comerciais impostos, administrados ou executados de tempos em tempos pelo governo dos Estados Unidos da América (incluindo sanções ou embargos administrados pelo OFAC ou pelo Departamento de Estado dos Estados Unidos da América), ou pelo Conselho de Segurança das Nações Unidas, União Europeia ou Tesouro do Reino Unido”.
Esse trecho reforça que instituições financeiras nacionais que operam com bandeiras de alcance internacional devem observar regras impostas por órgãos estrangeiros.
Instituições e Moraes evitam comentários
Nem a Elo, nem o ministro Alexandre de Moraes se pronunciaram até o momento sobre o bloqueio.
O Banco do Brasil, por sua vez, alegou impossibilidade de comentar casos específicos por conta do sigilo bancário, mantendo apenas a declaração oficial de que não realizou bloqueios em cartões vinculados ao magistrado.
Tiro no pe. Com está afirmação o BB está dando mais motivo para ele mesmo se ferrar.