Banco Master contratou escritório da família de Alexandre de Moraes para parecer sobre fundos de Previdência
Banco Master contratou escritório da família de Alexandre de Moraes para elaborar parecer jurídico sobre captação de recursos de fundos previdenciários RPPS
Por ContraFatos 14/07/2026 Atualizado em 14/07/2026
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Escritório Barci de Moraes elaborou documento sobre captação de recursos de RPPS pelo banco
O escritório Barci de Moraes, vinculado à família do ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), foi contratado pelo Banco Master para produzir um parecer jurídico a respeito da captação de recursos provenientes de Regimes Próprios de Previdência Social (RPPS). A informação foi divulgada pelo portal Metrópoles.
De acordo com a publicação, o documento, datado de julho de 2024, foi assinado por três advogados do escritório — entre eles, uma filha e uma cunhada do ministro do STF. O parecer concluiu que a instituição financeira reunia condições para receber investimentos dos fundos previdenciários, porém apontou riscos de corrupção e conflitos de interesses envolvendo essas operações.
Leitura
Demanda partiu do setor de compliance do Master
A solicitação do parecer teve origem no então superintendente de compliance do Banco Master, Fabio de Souza Castanheira. Naquele período, a instituição lidava com questionamentos vindos do mercado financeiro e buscava expandir sua captação de recursos por meio dos RPPS.
Antes mesmo da elaboração do documento, o banco já contava com credenciamento junto ao Rioprevidência e aos fundos previdenciários dos municípios de Cajamar (SP) e Maceió (AL). Paralelamente, estavam em andamento negociações com as cidades de Campo Grande (MS), Paulista (SP) e Osasco (SP).
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Meses antes da contratação do escritório, a Caixa Econômica Federal havia rejeitado a aquisição de R$ 500 milhões em letras financeiras do Banco Master. A instituição pública identificou papéis considerados atípicos e de alto risco, o que motivou a recusa.
Investigações da Polícia Federal vieram na sequência
Após a emissão do parecer, a Polícia Federal deflagrou ao menos quatro operações voltadas à investigação de aplicações de recursos de RPPS em letras financeiras e fundos associados ao Master. A principal apuração diz respeito a aportes de R$ 3,6 bilhões realizados pelo Rioprevidência. Nesse inquérito, agentes cumpriram mandados de busca e apreensão.