A partir disso, Gilmar enviou uma mensagem direta a Fux pelo WhatsApp:
“Isto revela qq coisa menos postura institucional. Espero que nao se repita”, avisou Gilmar Mendes.
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Entrar no grupo A resposta de Fux não demorou e foi incisiva:
“Gilmar você deve dizer espero que não se repita pra quem você quiser. Pra cima de mim não. Ninguém nesse mundo diz pra mim como agir. Boa Noite por ora”, respondeu Fux.
Gilmar insistiu: “Fux, soh cuide de atuar como Presidente da turma”.
Na manhã seguinte, Fux encerrou a discussão de maneira contundente: “Bom Dia. Cuide de não encher meu saco!”
Gilmar e Kassio também se enfrentaram por mensagens
Paralelamente ao embate com Fux, Gilmar Mendes travava outro duelo pelo WhatsApp, desta vez com Kassio Nunes Marques. As mensagens foram reveladas pela coluna, e a reação de Kassio foi bloquear Gilmar na plataforma logo após a publicação dos diálogos.
Na troca, Gilmar foi direto: “Assumam q estao ferrados e saiam dos processos. Abram as contas”.
Kassio reagiu pedindo respeito: “Me respeite Gilmar. Isso não é postura”.
Gilmar, no entanto, não recuou: “Nao julguem porra. Não respeito a quem nao se daH respeito. Vc tem de sair do tse também”.
“Então não me tecle pois não falo com que não me respeita”, devolveu Kassio.
Gilmar continuou pressionando: “Abra as suas contas antes de julgar qualquer coisa desse caso na turma”.
Kassio respondeu: “Abro com o maior prazer. Há 15 anos que presto contas de tudo. Como juiz. Tramoias ….”
Gilmar encerrou: “Verdade! E de sua família”.
O pano de fundo da crise: acusações contra André Mendonça
Por trás das trocas de farpas há um conflito de fundo grave. Gilmar Mendes acusa o ministro André Mendonça de ter ignorado deliberadamente conversas encontradas no celular de Daniel Vorcaro que poderiam comprometer Kassio Nunes Marques e outros integrantes da Corte. Em troca, segundo a acusação, Mendonça teria recebido apoio para decisões tomadas por ele no caso.
Relatório de inteligência da PF aponta seletividade
Um relatório de inteligência produzido pela Polícia Federal traz elementos que reforçam essa narrativa. De acordo com o documento, André Mendonça teria ignorado indícios que atingiam o ministro Dias Toffoli e o filho de Nunes Marques. Ao mesmo tempo, Mendonça teria exigido que a PF identificasse, num prazo de apenas 72 horas, diálogos supostamente mantidos entre o ministro Alexandre de Moraes e Vorcaro.
O mesmo relatório indica ainda que Mendonça agia com muito mais celeridade ao analisar pedidos da Polícia Federal que envolviam aliados do governo, como o senador Jaques Wagner, do que em casos relativos a políticos da oposição vinculados ao grupo de Jair Bolsonaro, como o ex-governador Claudio Castro.