Prematuridade e malformação congênita
Noah Gabriel nasceu prematuro no dia 15 de junho e veio ao mundo com fenda palatina, uma malformação congênita que causa uma abertura no céu da boca. Essa condição pode comprometer a alimentação, a fala, a audição e o desenvolvimento dos dentes. Desde o nascimento, o recém-nascido estava internado na Santa Casa de Rio Claro e aguardava transferência para uma unidade hospitalar especializada.
Parada cardiorrespiratória e tentativas de reanimação
O quadro clínico do bebê se agravou, e ele sofreu uma parada cardiorrespiratória. A equipe médica realizou manobras de reanimação durante aproximadamente 45 minutos, seguindo os protocolos estabelecidos pela Sociedade Brasileira de Pediatria. Diante da ausência de resposta, o óbito foi confirmado no fim da tarde. O corpo do recém-nascido permaneceu na UTI para que fossem cumpridos os procedimentos legais necessários antes do encaminhamento ao setor de retirada de corpos.
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Entrar no grupo Transferência para hospital especializado em Bauru
Na sexta-feira (17), após a surpreendente retomada dos sinais vitais, Noah foi transferido para o Hospital de Reabilitação de Anomalias Crânio-Faciais da Universidade de São Paulo (USP), conhecido como Centrinho, localizado em Bauru (SP). Na unidade, ele dará continuidade ao tratamento da fenda palatina e receberá os cuidados especializados que necessita.
Hospital diz que protocolos foram cumpridos
Em nota oficial, a Santa Casa declarou que todos os protocolos técnicos e legais para a constatação do óbito foram rigorosamente cumpridos. A instituição afirmou não ter identificado falhas nos procedimentos adotados pela equipe e ressaltou que a médica responsável pelo atendimento possui 14 anos de experiência na área de neonatologia.
“O protocolo brasileiro para constatação de óbito é reconhecido por seu elevado rigor e segurança”, diz o hospital.
A instituição também informou que respeita as diferentes interpretações sobre o episódio e reconheceu o impacto que o caso gerou entre familiares e profissionais de saúde. Segundo a Santa Casa, para muitas pessoas envolvidas, inclusive profissionais e familiares, o ocorrido é compreendido como um “verdadeiro milagre”.
O hospital encerrou o comunicado reafirmando seu compromisso com a ciência, a ética e a transparência, ao mesmo tempo em que classificou o episódio como um acontecimento extraordinário que marcou profundamente todos os envolvidos.