Em entrevista ao Poder360, Ernesto foi enfático ao descrever o episódio:
– O Bonner e a Renata levaram um baile do Bolsonaro. E eu faço questão de dizer, e eu disse no livro, que não tenho a menor dúvida de que eles queriam pegar o Bolsonaro. Acho que eles tentaram enquadrá-lo, só que o Bolsonaro não tinha nada a perder – declarou Ernesto.
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Entrar no grupo Emissora adotou postura de confronto com todos os candidatos
Ainda de acordo com o escritor, a estratégia dos jornalistas da Globo tinha como objetivo evitar que os candidatos transformassem o espaço da sabatina em plataforma de propaganda eleitoral. A emissora carioca teria adotado uma postura semelhante com todos os postulantes ao cargo, mas o embate mais notável ocorreu justamente com Bolsonaro.
Candidato sem receio de desgaste político surpreendeu a emissora
Na avaliação de Rodrigues, Bolsonaro entrou na entrevista desprovido de qualquer temor de desgaste político. Essa atitude permitiu que ele ignorasse a condução imposta pelos apresentadores e aproveitasse o momento para transmitir suas próprias mensagens, desafiando a dinâmica estabelecida pela emissora.
O autor destacou que o modelo adotado pela Globo em eleições anteriores, considerado eficiente até então, mostrou suas fragilidades naquela ocasião:
– Ficou claro como esse sistema, que tinha sido supostamente eficiente nas eleições anteriores, ficou muito controverso, porque um candidato simplesmente fugiu do controle – disse.
O livro A Globo: Metamorfose foi lançado no mês passado e vem gerando repercussão ao expor bastidores inéditos sobre a atuação jornalística da maior emissora de televisão do país em momentos eleitorais decisivos.