Governo acusa juíza de prevaricação e desobediência
De acordo com o jornal Los Tiempos, o ministro da Justiça, César Siles, confirmou que foi apresentada uma ação penal contra Lilian Moreno pelos crimes de prevaricação e desobediência a decisões constitucionais, devido à sua decisão que favoreceu Evo Morales.
O Conselho da Magistratura da Bolívia solicitou ainda a suspensão temporária da magistrada, alegando que houve extrapolação de suas funções ao conceder liberdade ao ex-presidente por meio de ação de liberdade — medida que ela não teria competência constitucional para aplicar.
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Entrar no grupo Outro juiz de La Paz também será investigado por atuar de forma similar em casos relacionados a Evo Morales.
Juíza alegou ameaças antes de ser detida
Um dia antes de ser presa, Lilian Moreno enviou uma mensagem de áudio ao programa “Asuntos Centrales”, afirmando que se sentia ameaçada. Chorando, ela declarou:
“Há um Deus que vê acima de todas as coisas. Tomo minhas decisões por qualquer cidadão, seja ele quem for. Não estamos aqui para endossar coisas malfeitas.”
Evo Morales é acusado de estupro de vulnerável
Em janeiro de 2025, o juiz Nelson Rocabado havia determinado a prisão preventiva de Evo Morales por não comparecer a tribunal em processo onde é acusado de manter relação sexual com uma adolescente, com quem teria tido um filho em 2016.
Morales, de 65 anos, nega as acusações, mas a lei boliviana classifica a relação com menores como estupro de vulnerável — crime grave que pode levar à prisão.