Queda ocorreu após Bolsonaro tentar caminhar
Segundo Caiado, a queda aconteceu quando Bolsonaro se levantou e tentou caminhar dentro do quarto onde estava detido. Após a avaliação clínica inicial, a equipe médica optou por realizar exames complementares, seguindo o protocolo padrão adotado em casos de traumatismo cranioencefálico.
“Solicitamos os exames complementares, que é de praxe em qualquer traumatismo cranioencefálico, independentemente da gravidade”, explicou o médico.
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Entrar no grupo Tomografia, ressonância e eletroencefalograma
Os exames realizados no DF Star incluíram tomografia e ressonância magnética do crânio, além de um eletroencefalograma, utilizado para avaliar a atividade elétrica do cérebro.
De acordo com Caiado, os resultados apontaram apenas lesões externas, sem qualquer comprometimento intracraniano. “Observamos uma lesão em partes moles da região temporal direita e da região frontal direita, caracterizando o traumatismo craniano leve, e intracrânio não há lesão”, afirmou. “Isso é bom para ele.”
Hipótese de convulsão foi descartada
Durante a avaliação, os médicos chegaram a considerar a possibilidade de uma crise convulsiva, o que motivou a ampliação da investigação clínica. No entanto, após a análise dos exames, essa hipótese foi descartada.
Médicos investigam causa da queda
Segundo Brasil Caiado, a principal preocupação da equipe médica agora é identificar o que provocou a queda. Ele explicou que Bolsonaro faz uso de diversos medicamentos para tratar crises persistentes de soluço, condição descrita como de difícil controle.
A interação entre esses medicamentos está entre as hipóteses levantadas. “Há uma suspeita inicial que já havíamos imaginado que possa ser a interação de medicamentos”, afirmou.
O médico detalhou o dilema enfrentado pela equipe. “Ou temos que suspender os medicamentos e colocar o presidente num quadro degradante de soluço, ou mantenho a medicação e aumento o risco”, disse.
Memória do episódio foi parcialmente recuperada
Caiado relatou que Bolsonaro estava sozinho no momento da queda e que a reconstrução do episódio se baseou no relato do próprio ex-presidente e na avaliação clínica. Inicialmente, Bolsonaro não se lembrava do ocorrido com clareza.
“No momento em que houve a queda, ele não se lembrava do que havia acontecido”, contou o médico. “Hoje, parece que ele lembrou que havia levantado e depois caído.”
Acompanhamento seguirá de forma conjunta
O acompanhamento médico continuará de forma compartilhada entre a equipe da Superintendência da Polícia Federal e o médico pessoal de Bolsonaro. Novas decisões sobre o tratamento dependerão da conclusão da investigação clínica.
“Estamos construindo um diagnóstico. Quando for conclusivo, a gente vai reportar a vocês”, afirmou Caiado.
Boletim médico confirma diagnóstico
Além da coletiva, um boletim médico assinado por quatro profissionais foi divulgado no fim da tarde. O documento confirma oficialmente o traumatismo craniano.
“O ex-presidente Jair Messias Bolsonaro compareceu ao Hospital DF Star para realização de exames complementares depois de traumatismo cranioencefálico sofrido no dia 06/01/26”, diz o texto. “Foi evidenciado nos exames de imagem leve densificação de partes moles na região frontal e temporal direita, decorrente do trauma, sem necessidade de intervenção terapêutica. Deverá seguir cuidados clínicos conforme definição da equipe médica assistente.”