Bolsonaro tem crise forte de soluços e pressão oscila no pós-operatório
Boletim médico enviado ao STF revela que Bolsonaro enfrenta crises intensas de soluço e oscilações de pressão após cirurgia no ombro
Por ContraFatos 08/05/2026 Atualizado em 09/05/2026
Bolsonaro recebeu alta na segunda | Foto: Reprodução/YouTube/Canal Jair Bolsonaro
Boletim médico enviado ao STF relata episódios intensos e oscilações na pressão arterial do ex-presidente
O ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) foi submetido a uma cirurgia no ombro direito na sexta-feira 1º de maio, no Hospital DF Star, em Brasília. O procedimento, que durou aproximadamente cinco horas, teve como objetivo corrigir uma lesão no manguito rotador — conjunto de músculos e tendões que garante estabilidade e movimentação da articulação do ombro. A alta hospitalar ocorreu na segunda-feira, 4.
Novos episódios de soluço preocupam equipe médica
Na sexta-feira, 8, um novo boletim médico foi apresentado ao Supremo Tribunal Federal (STF). O documento, assinado pelo médico Brasil Ramos Caiado, detalha que, nas últimas 48 horas, Bolsonaro enfrentou crises de soluço intensas e prolongadas. De acordo com o relatório, os episódios foram provocados por estímulo ou irritação do nervo frênico, estrutura responsável por controlar os movimentos do diafragma — músculo diretamente relacionado à respiração.
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Além dos soluços, o boletim registra oscilações na pressão arterial do ex-presidente, situação que obrigou a equipe médica a ajustar o tratamento e aumentar as medicações específicas. Até o momento, a resposta ao novo esquema terapêutico foi classificada como parcial.
Uso contínuo de analgésicos e início da fisioterapia
Bolsonaro segue fazendo uso contínuo de analgésicos, com resposta considerada satisfatória no controle da dor. O médico Brasil Ramos Caiado informou ainda que o ex-presidente já iniciou uma fisioterapia motora leve e progressiva. O documento ressalta que a cirurgia transcorreu sem intercorrências e que o pós-operatório apresentou evolução clínica dentro do esperado.
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O cirurgião Alexandre Paniago, responsável pelo procedimento, orientou que Bolsonaro deverá permanecer com tipoia durante seis semanas. Somente após esse período de imobilização o ex-presidente poderá dar início a sessões regulares de fisioterapia para reabilitação completa do ombro direito.