O tema não é novo para Casoy. Em junho de 2021, em entrevista a esta coluna, o jornalista já havia definido sua posição no espectro político. “No espectro europeu sou de direita, direita democrática. Não da direita burra, extremista, embora eu tenha sido injustamente acusado disso.”
Agora, ele reforça que busca uma postura equilibrada diante das divergências políticas. “Procuro separar a ideologia da administração do dia a dia de um país e procuro ser construtivo. Não odeio os meus amigos de esquerda, não rompi com ninguém.”
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Entrar no grupo Apoio ao movimento militar de 1964: sem arrependimento
Na entrevista à Folha, Boris Casoy também abordou o apoio que manifestou ao movimento de 1964, que resultou na deposição do presidente João Goulart e deu início a um regime militar que durou 21 anos no Brasil. O jornalista mantém sua posição sem qualquer recuo.
“Não me arrependo. Primeiro, é preciso levar em consideração que havia um ambiente de Guerra Fria”, diz. “Existia mesmo um perigo, talvez não tão intenso quanto um regime comunista, mas uma república sindical, algo assim. O governo (à esquerda) não ia bem.”
Ele fez questão, porém, de ressaltar que sua trajetória política não se limitou àquele momento. “Mais tarde, apoiei a volta da democracia.”
O retorno ao SBT e a marca do âncora opinativo
A volta de Boris Casoy ao SBT carrega forte carga simbólica. Foi na emissora fundada por Silvio Santos que ele revolucionou o telejornalismo brasileiro ao transformar o ‘TJ Brasil’ em referência de jornalismo autoral. Durante quase uma década, o programa se destacou pelo estilo incisivo do apresentador, que não se limitava a ler notícias — opinava, questionava e provocava debates.
Nos últimos anos, Casoy vinha conduzindo o ‘Jornal do Boris’, transmitido pelo YouTube diretamente de seu escritório, mantendo-se ativo e presente no cenário jornalístico mesmo fora da televisão convencional.