Por que uma agência do Bradesco ficou impedida de abrir novas contas por 30 dias?
Procon suspende abertura de contas e venda de produtos em agência do Bradesco por 30 dias após denúncias de mau atendimento a clientes
Por ContraFatos 14/05/2026 Atualizado em 14/05/2026
Banco Bradesco em Juiz de Fora
Procon impõe medidas cautelares contra agência do Bradesco após denúncias envolvendo filas, falhas no atendimento e reclamações de idosos e aposentados
Uma agência do Banco Bradesco teve parte de suas atividades comerciais suspensas por 30 dias após uma série de denúncias relacionadas a mau atendimento a clientes. A decisão, de caráter cautelar, proíbe a unidade de abrir novas contas, captar clientes e comercializar produtos como seguros, consórcios, previdência privada e títulos de capitalização durante o período determinado.
O que motivou a punição ao Bradesco
As medidas foram aplicadas pelo Procon após sucessivas autuações que apontaram problemas recorrentes na agência. Entre as irregularidades identificadas estão filas excessivas, falhas no atendimento presencial e um volume significativo de reclamações feitas por idosos e aposentados — público que, pela legislação, deve receber atendimento prioritário e diferenciado.
Leitura
Quais restrições foram impostas à agência
A decisão alcança diversas frentes comerciais da unidade bancária. Durante os 30 dias de vigência das medidas cautelares, a agência do Bradesco está impedida de:
Abrir novas contas correntes ou poupança;
Realizar captação de novos clientes;
Vender seguros de qualquer modalidade;
Comercializar consórcios;
Oferecer planos de previdência privada;
Negociar títulos de capitalização.
Contexto da decisão
A suspensão parcial das atividades representa uma medida severa e pouco comum no setor bancário brasileiro. Ela foi adotada diante da reincidência das irregularidades e da gravidade das queixas registradas, especialmente aquelas que envolvem consumidores em situação de maior vulnerabilidade, como pessoas idosas e aposentadas.
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A agência alvo das restrições está localizada em Juiz de Fora (MG). As medidas cautelares visam pressionar a instituição financeira a corrigir as falhas estruturais e operacionais no atendimento ao público antes de retomar plenamente suas operações comerciais.