Apesar de ocupar a terceira posição no total acumulado, o agronegócio foi o setor que mais adicionou novos casos ao longo do segundo trimestre de 2026, com 111 entradas no período.
Empresas de menor porte são as mais afetadas
O levantamento, produzido pelas consultorias RGF e BizDoc a partir de informações da Receita Federal e dos Tribunais de Justiça, evidencia que o avanço dos pedidos de recuperação judicial foi significativamente mais intenso entre negócios de menor porte.
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Entrar no grupo Na comparação entre o primeiro trimestre de 2023 e o segundo trimestre de 2026, as microempresas registraram um salto de 133% no número de recuperações judiciais. Entre as pequenas empresas, a alta chegou a 69%. Já entre as médias, o crescimento foi de 31%.
Proporção por mil negócios também aumentou
Quando se analisa a proporção em relação ao total de empresas existentes, o quadro confirma a tendência de deterioração. Entre as microempresas, o índice passou de 0,03 para 0,07 empresa em recuperação judicial a cada mil negócios. No segmento das pequenas empresas, a taxa subiu de 0,52 para 0,87 por mil.
Grandes companhias usam alternativas à recuperação judicial
As grandes corporações ainda concentram, proporcionalmente, os maiores índices de recuperação judicial. No entanto, o Monitor RGF-BizDoc aponta que essas empresas também recorrem com frequência a outros instrumentos de reestruturação de dívidas, como negociações diretas com credores e recuperações extrajudiciais.
Crédito caro e juros altos pressionam o cenário
O crescimento expressivo das recuperações judiciais ocorre em meio a um contexto econômico desafiador, marcado por crédito mais caro e taxas de juros elevadas. Esses fatores tendem a ampliar a pressão sobre empresas já endividadas, embora o levantamento não atribua o fenômeno a uma causa isolada.
Outras questões estruturais dos próprios negócios também podem contribuir para as dificuldades de pagamento. Entre elas estão o endividamento elevado, margens de lucro reduzidas, despesas incompatíveis com a geração de caixa e estratégias de crescimento financiadas predominantemente por dívida.