Do hospital de campanha ao front novamente
Antes de perder a vida, Bruno já havia passado por uma experiência quase fatal. Ele foi gravemente ferido em combate semanas atrás, chegou a ser atingido na cabeça, foi internado em UTI e, mesmo sem recuperação plena, acabou reenviado ao campo de batalha.
Segundo Cecília, a decisão não foi voluntária: “Ele não podia falar não, estava sendo obrigado a ir.”
Emboscada e testemunho de companheiros
Na ofensiva em que morreu, Bruno teria sido atingido na cabeça e nas pernas. O corpo ficou em uma região de difícil acesso, o que inviabiliza, por ora, o resgate.
Um companheiro descreveu a cena e prestou homenagem: “Ele era um homem incrível, sempre feliz. Partiu fazendo o que gostava, que era lutar.”
O mesmo combatente contou que outro brasileiro também foi atingido, em estado grave, mas sobreviveu.
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Entrar no grupo Caminho até a guerra
Bruno trabalhava como técnico de enfermagem no Brasil. Em maio deste ano, decidiu integrar o Exército ucraniano como voluntário. Para viabilizar a viagem, vendeu o carro e embarcou. Ao chegar, recebeu carteira militar, tornando-se oficialmente soldado.
A esposa revelou ainda que ele foi recrutado por páginas em redes sociais, que prometiam salários de até R$ 30 mil, além de alimentação, hospedagem e transporte pagos pelo governo ucraniano. “Ele foi vítima de todo esse sistema de recrutamento”, desabafou Cecília.
Luto e espera pela repatriação
O Itamaraty já havia publicado alertas consulares desaconselhando a participação de brasileiros em conflitos armados fora do país. Agora, a família de Bruno aguarda instruções do governo brasileiro sobre a possibilidade de traslado do corpo, ainda sem previsão devido à localização do cadáver.