BYD e Alibaba são incluídas pelo Pentágono em lista de empresas vinculadas ao Exército chinês
Pentágono atualiza lista que vincula BYD, Alibaba e Baidu ao Exército chinês, ampliando restrições para contratos com o Departamento de Defesa dos EUA
Por ContraFatos 08/06/2026 Atualizado em 08/06/2026
Lista já havia sido publicada em fevereiro deste ano | Foto: Reprodução/ Wikipedia
Departamento de Defesa dos EUA aponta ligação de gigantes chinesas com as Forças Armadas de Pequim e amplia restrições para futuras contratações
Grandes corporações chinesas passaram a figurar em uma relação atualizada pelo Pentágono que aponta companhias com vínculos diretos ou indiretos com o aparato militar da China. A lista, tornada pública nesta segunda-feira, 8, traz nomes de peso como a montadora de veículos elétricosBYD, o conglomerado de comércio eletrônico Alibaba e a Baidu, referência em mecanismos de busca e inteligência artificial.
Outras companhias também foram listadas
Além das três gigantes, o Departamento de Defesa incluiu a Wuxi AppTec, atuante no setor de biotecnologia, e a RoboSense Technology, empresa especializada em robótica e soluções de inteligência artificial. O documento amplia o escopo de companhias que Washington considera alinhadas aos interesses militares de Pequim.
Leitura
Versão anterior havia sido retirada do ar
A atualização publicada agora recupera parte do conteúdo de uma lista já divulgada em fevereiro deste ano. Naquela ocasião, o Pentágono removeu o documento pouco depois de torná-lo público, sem oferecer explicações detalhadas sobre a retirada.
Impactos práticos nas relações comerciais com o governo dos EUA
Embora a inclusão na lista não implique sanções automáticas — e o governo norte-americano não tenha anunciado novas punições financeiras contra as empresas citadas —, a medida produz consequências concretas.
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Uma legislação aprovada recentemente proíbe o Departamento de Defesa de firmar contratos ou adquirir produtos de companhias presentes na relação. Essa restrição será implementada de forma gradual ao longo dos próximos anos, restringindo progressivamente o acesso dessas empresas ao mercado de defesa dos Estados Unidos.
China e empresas contestam classificação
O Pentágono sustenta que a lista identifica corporações que auxiliam, direta ou indiretamente, os objetivos militares do governo chinês. Por outro lado, tanto o governo de Pequim quanto as empresas citadas costumam rejeitar esse tipo de classificação, negando qualquer envolvimento com atividades de caráter militar.
O Departamento de Defesa informou ainda que poderá revisar e atualizar a relação sempre que considerar necessário, sinalizando que novas inclusões ou exclusões podem ocorrer no futuro.