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Caiado chama Lula de “embaixador do narcotráfico” ao criticar reação do governo sobre PCC e CV

Governador de Goiás reagiu à preocupação do Planalto com possível classificação de facções como terroristas pelos EUA

O governador de Goiás, Ronaldo Caiado (União), fez duras críticas ao presidente (PT) nesta terça-feira (10) ao comentar a possibilidade de os Estados Unidos classificarem as Primeiro Comando da Capital (PCC) e (CV) como organizações terroristas.

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Em um vídeo divulgado em suas redes sociais, Caiado acusou o presidente de agir em defesa das organizações criminosas e afirmou que Lula teria assumido o papel de “embaixador oficial do narcotráfico e das facções criminosas do Brasil”.

Declaração foi feita em vídeo publicado nas redes sociais

A manifestação do governador ocorreu após a divulgação de uma reportagem informando que o governo brasileiro estaria preocupado com a eventual decisão do governo norte-americano de enquadrar o PCC e o CV como grupos terroristas.

No vídeo, Caiado afirma que a reação do Palácio do Planalto foi imediata após a possibilidade ser levantada por autoridades dos Estados Unidos.

“Bastou o governo americano dizer que vai classificar o PCC e o CV como organizações terroristas para o Palácio parar. O Lula imediatamente convocou todo o governo e naquela hora passou a fazer uma defesa enfática do do Brasil.

Eu sempre disse a vocês que o Lula e o PT são complacentes e coniventes com o narcotráfico no país. Cada vez mais essas facções criminosas tomam o território nacional e invadem outros países na comercialização do narcotráfico.

Hoje, nós sabemos qual é a função real do Lula. Não é governar. O Lula realmente se colocou como o embaixador oficial do narcotráfico e das facções criminosas do Brasil. É isso aí, Lula. Esse é o seu título. Que vergonha, Lula. Você não tem estatura para continuar nesse cargo.”

Governo brasileiro acompanha discussão nos Estados Unidos

Segundo informações divulgadas pela imprensa, o tema tem sido tratado com atenção pelo governo brasileiro.

No domingo (8), o ministro das Relações Exteriores, Mauro Vieira, telefonou para o secretário de Estado dos Estados Unidos, Marco Rubio, para discutir a possibilidade de classificação das facções brasileiras como organizações terroristas.

A iniciativa ocorreu em meio a debates dentro do governo norte-americano sobre o enquadramento das organizações criminosas brasileiras nesse tipo de categoria jurídica.

Facções são consideradas ameaça à segurança regional

O Departamento de Estado dos Estados Unidos afirmou, em comunicado enviado à imprensa, que organizações criminosas brasileiras representam um risco relevante para a segurança da região.

Segundo o posicionamento oficial, tanto o PCC quanto o Comando Vermelho estão envolvidos em atividades de alcance internacional.

“Os Estados Unidos consideram que organizações criminosas brasileiras, incluindo o PCC e o CV, representam ameaças significativas à segurança regional em razão de seu envolvimento com de drogas, violência e crime transnacional”, afirmou o Departamento de Estado em resposta escrita.

A eventual classificação dessas facções como organizações terroristas poderia ampliar instrumentos legais de combate a essas redes e impactar relações jurídicas e financeiras envolvendo seus integrantes.


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