Foi justamente esse avanço nas provisões o principal responsável pela erosão da rentabilidade. O retorno sobre o patrimônio líquido (ROE) da estatal recuou 2,7 pontos percentuais e ficou em 9,16%, patamar inferior ao custo de capital da instituição, estimado em cerca de 14% ao ano.
Segundo trimestre mostra recuperação parcial
Apesar do resultado semestral negativo, o segundo trimestre isolado trouxe sinais de melhora. A Caixa Econômica registrou lucro líquido de 3,9 bilhões de reais entre abril e junho, o que representa alta de 12,4% em relação ao mesmo período de 2025.
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Entrar no grupo Crédito imobiliário cresce quase 30% e puxa a carteira
Na frente de concessões, os números foram robustos. A carteira de crédito total encerrou o semestre com saldo de 1,4 trilhão de reais, expansão de 11,9% na comparação anual. O destaque ficou com o crédito imobiliário — principal negócio da Caixa —, que alcançou 137,6 bilhões de reais em concessões no período, alta de 29,3%. A modalidade é considerada uma das linhas de menor risco para bancos, uma vez que conta com a garantia do próprio imóvel financiado.
A margem financeira, que mede a diferença entre o que a instituição arrecada com juros de empréstimos e financiamentos e o que desembolsa para captar recursos, totalizou 37,9 bilhões de reais no semestre, crescimento de 16% em base anual.
Cenário macroeconômico pesa sobre a qualidade do crédito
O desempenho da Caixa Econômica Federal no primeiro semestre de 2026 — marcado por queda no lucro, recuo na rentabilidade, elevação da inadimplência e forte alta nas provisões — ilustra como o ambiente macroeconômico tem afetado a qualidade do crédito e os resultados do setor bancário. Esse impacto se manifesta mesmo em instituições que vêm ampliando suas concessões em segmentos tradicionalmente mais seguros, como o imobiliário.