Camarote de R$ 63 mil nos EUA: ex-sócio do Banco Master bancou show para Jaques Wagner e familiares
Augusto Lima, ex-sócio do Banco Master, teria pago R$ 63 mil em camarote nos EUA para Jaques Wagner e familiares, segundo a PF
Por ContraFatos 18/06/2026 Atualizado em 18/06/2026
O senador Jaques Wagner é líder do governo no Senado Federal | Foto: Elza Fiúza/Agência Brasil
Polícia Federal aponta que Augusto Lima custeou ingressos VIP para senador petista e parentes na Califórnia
A nona fase da Operação Compliance Zero, deflagrada nesta quinta-feira, 18, trouxe à tona um episódio que envolve o líder do governo no Senado, Jaques Wagner (PT-BA), e o ex-sócio do Banco Master, Augusto Lima. Segundo a Polícia Federal (PF), Lima pagou R$ 63,3 mil por um camarote em um show realizado na Califórnia, nos Estados Unidos, frequentado pelo senador e quatro familiares em junho de 2023.
Decisão do STF e detalhes do episódio
A menção ao caso está em decisão do ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal (STF), que autorizou buscas e apreensões contra Wagner na mesma data. De acordo com o documento, o artista que se apresentou não é identificado, porém a PF reuniu mensagens trocadas entre Jaques Wagner e Augusto Lima nas quais o parlamentar solicita ingressos para cinco pessoas.
Leitura
Em uma das conversas citadas no despacho do ministro André Mendonça, Lima responde ao senador: “Pronto amigo. Seguem os outros dois. Abs.”
Pagamento pela Reag Investimentos e nomes envolvidos
A PF identificou que o custeio dos ingressos foi feito por meio da Reag Investimentos S.A., empresa vinculada ao esquema sob investigação no Banco Master. João Carlos Mansur, mencionado no diálogo entre Wagner e Lima, também figura nas apurações sobre a compra dos bilhetes.
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Operação Compliance Zero: mandados e crimes investigados
Na ação desta quinta-feira, a Polícia Federal cumpriu 18 mandados judiciais na Bahia, em São Paulo e no Distrito Federal. As medidas incluíram buscas e apreensões, restrição de contato entre os investigados e suspensão de passaportes. Os crimes sob análise abrangem corrupção ativa, corrupção passiva e lavagem de dinheiro.
Tanto Jaques Wagner quanto Augusto Lima foram alvos diretos dessa fase da operação.
Defesa de Augusto Lima se manifesta
Em nota, a defesa de Augusto Lima classificou a operação como “desnecessária” e destacou que ele “está há seis meses à disposição das autoridades para esclarecer os fatos em apuração”. O comunicado ainda afirmou: “as medidas contribuirão para demonstrar que os fatos apurados nesta fase da investigação são rigorosamente lícitos. Augusto Lima sempre atuou dentro dos limites da lei, com transparência, responsabilidade técnica e observância das normas que regem o sistema financeiro e a administração pública”.