Campanha de Flávio Bolsonaro mira voto útil da direita para derrotar Lula no 1º turno após tracking interno
Tracking interno motiva campanha de Flávio Bolsonaro a buscar voto útil da direita para derrotar Lula já no primeiro turno
Por ContraFatos 13/09/2026 Atualizado em 13/09/2026
Flávio Bolsonaro durante manifestação de 7 de setembro na Avenida Paulista — Foto: Maria Isabel Oliveira/Agência O Globo
Pesquisa interna revela vantagem no segundo turno e motiva estratégia agressiva para captar eleitores de outros candidatos
Uma pesquisa de tracking conduzida nos últimos dias pela campanha de Flávio Bolsonaro trouxe resultados que redefiniram a estratégia eleitoral do senador. Os números mostraram ampla vantagem sobre Lula em um eventual segundo turno, o que levou a equipe a concentrar todos os esforços em uma meta mais ousada: liquidar a disputa já no dia 4 de outubro, na primeira rodada de votação.
Aposta no voto útil entre candidatos de direita
Para alcançar esse objetivo, a campanha passou a apostar todas as fichas na atração do chamado voto útil. O alvo são os eleitores que hoje declaram apoio a outros nomes do campo da direita, como Augusto Cury, Renan Santos e Ronaldo Caiado. A lógica é simples: consolidar a base conservadora em torno de um único candidato evitaria a necessidade de ir ao segundo turno e reduziria os riscos de uma virada.
Leitura
Contradição nos dados: maioria crê na reeleição de Lula
Curiosamente, o mesmo levantamento de uso interno revelou um dado que vai na contramão do otimismo da campanha de Flávio Bolsonaro. A maioria da população entrevistada acredita que Lula será reeleito. Além disso, uma parcela ainda maior dos eleitores avalia que o presidente está fazendo a melhor campanha na televisão, o que indica que a percepção popular favorece o atual mandatário na disputa pela narrativa midiática.
Contexto: operação da PF e o caso ‘Dark Horse’
A movimentação estratégica da campanha ocorre em um momento de turbulência. Flávio Bolsonaro já estava alerta e havia se preparado para a ação da Polícia Federal contra o chamado ‘Dark Horse’. No Ministério da Cultura, a operação é encarada como um “quebra-cabeça se fechando”, sugerindo que as investigações avançam com peças que se encaixam progressivamente.
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