“A direita precisa ter vez e voz no Senado. É inadmissível continuarmos com um governo que tem destruído nosso país, menosprezado o agronegócio, que é o motor do Brasil, e se alinhado cada vez mais com um STF que tem agido de forma ideológica e ignorado a Constituição. O povo cansou desse país e quer um novo Brasil”, discursou o candidato.
Pecuarista sem experiência em cargos eletivos disputa primeira eleição
Natural de Paragominas, no Pará, Bruno é pecuarista e nunca ocupou cargos eletivos antes. Esta é sua estreia em disputas eleitorais. Ainda na infância, perdeu o pai, que foi morto durante um conflito por terra, conforme relato do próprio candidato. Após a tragédia, a família se mudou para o bairro Caladinho, localizado na Zona Sul de Porto Velho.
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Entrar no grupo Episódio de cárcere privado em 2018 aproximou Bruno da família Bolsonaro
Um episódio dramático ocorrido em 2018 foi determinante para a trajetória política de Bruno. Durante a campanha presidencial de Jair Bolsonaro, integrantes da Liga dos Camponeses Pobres (LCP) invadiram uma fazenda de sua família em Alvorada do Oeste. Bruno foi mantido refém por várias horas, juntamente com parentes e funcionários da propriedade.
De acordo com registro policial, o grupo invasor estava armado. As vítimas sofreram agressões, ameaças e humilhações durante o período de cativeiro. Mais de 50 pessoas foram conduzidas pela polícia para apuração de crimes que incluíam roubo, cárcere privado, associação criminosa e esbulho possessório.
O caso chegou ao conhecimento de Jair Bolsonaro ainda durante a campanha de 2018. Após vencer a eleição, Bolsonaro convidou Bruno para relatar pessoalmente o ocorrido ao então presidente. Foi a partir desse encontro que começou a se construir a proximidade entre os dois.
Disputa judicial pelo uso do nome “Bolsonaro” na urna
Paralelamente à campanha eleitoral, Bruno enfrenta uma questão pendente na Justiça Eleitoral. O Ministério Público Eleitoral questiona o uso de “Bolsonaro” em seu nome de urna, já que seu nome civil é apenas Bruno Scheid. O argumento do MP é de que a identificação pode gerar confusão entre os eleitores, uma vez que não existe vínculo familiar entre ele e o clã Bolsonaro.
A defesa do candidato rebate a contestação. Sustenta que o termo já funcionava como um cognome político utilizado publicamente antes da campanha de 2026. Como prova, apresentou uma pesquisa eleitoral realizada em abril de 2025 na qual ele já era identificado como “Bruno Bolsonaro Scheid”. Além disso, afirma possuir autorização concedida pelo próprio Jair Bolsonaro para uso do nome.
A ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro deve depor como testemunha em favor de Bruno para esclarecer a relação dele com a família. Até o momento, a Justiça Eleitoral ainda não proferiu decisão definitiva sobre o caso.