Candidato do PSD em SC declara apoio a Flávio Bolsonaro e pega Kassab de surpresa
João Rodrigues, candidato do PSD ao governo de Santa Catarina, deixou Caiado e declarou apoio a Flávio Bolsonaro, surpreendendo o presidente do partido, Gilberto Kassab.
Por ContraFatos 02/10/2026 Atualizado em 02/10/2026
João Rodrigues, candidato do PSD ao Senado em SC • Divulgação/PSD
João Rodrigues deixa Ronaldo Caiado e anuncia voto em Flávio Bolsonaro já no primeiro turno, aumentando a pressão sobre o PSD
O candidato do PSD ao governo de Santa Catarina, João Rodrigues, anunciou nesta quinta-feira (1º) que apoiará Flávio Bolsonaro (PL) na disputa pela Presidência da República. Com isso, ele deixa de apoiar Ronaldo Caiado, candidato do próprio partido, na reta final do primeiro turno.
Vídeo nas redes sociais explica a mudança
A decisão foi comunicada em vídeo publicado nas redes sociais. Rodrigues disse ter mudado de posição ao avaliar que a candidatura de Caiado não alcançou “viabilidade eleitoral”.
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Até então, o candidato catarinense mantinha o apoio a Caiado no primeiro turno. Ele já havia sinalizado, porém, que votaria em Flávio em um eventual segundo turno contra Lula.
Direção nacional do PSD foi pega de surpresa
O movimento surpreendeu a cúpula nacional do partido. Segundo fontes ouvidas pela CNN, o presidente nacional da legenda, Gilberto Kassab, não foi avisado previamente por João Rodrigues de que ele declararia apoio a Flávio já no primeiro turno.
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Kassab é candidato a vice-presidente na chapa de Caiado. Ele vinha defendendo uma estratégia de preservação da candidatura própria do PSD.
Divisão interna já aparecia
O racha na legenda havia ficado evidente nas últimas semanas. O próprio João Rodrigues tinha indicado apoio a Flávio em um eventual segundo turno. Outros integrantes do partido, como Sandro Alex, também manifestaram disposição de apoiar o candidato do PL contra Lula nessa hipótese.
Pressão na reta final
A declaração de Rodrigues ocorre em meio à busca de Flávio por “voto útil” no primeiro turno. O gesto aumenta a pressão sobre a estratégia do PSD na reta final da eleição.